Franca está entre as dez cidades brasileiras que mais empregou nos cinco primeiros meses deste ano, ficando atrás apenas de sete capitais. Foram criadas 10.608 vagas com carteira assinada. Os números foram divulgados esta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego, através do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
No primeiro trimestre deste ano foram criados 7.399 novos postos de trabalho. O mês recordista foi fevereiro com 2.774 contratações. Em abril, o número de empregos formais criados diminuiu, foram registrados 1.514. No mês de maio houve uma leve recuperação, contabilizando 1.549 postos.
Em Franca, nos cinco primeiros meses do ano, a indústria de transformação foi a campeã na geração de empregos com carteira assinada (8.403), seguida dos setores de serviços (1.098) e agropecuária (401). “Isso significa que a indústria começou o ano bem”, disse o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria do Calçado de Franca), José Carlos Brigagão.
O economista Hélio Braga Filho atribui o índice de empregos formais gerados ao reaquecimento do mercado doméstico. “Tudo indica que uma reação favorável de consumo no mercado interno tenha favorecido o setor calçadista. Como ele é intensivo de mão de obra, qualquer movimento ascendente tem reflexo na geração de empregos, tanto no setor de calçados, como em todo setor que envolve sua produção.”
Braga ainda destaca que o mercado de trabalho formal tem contribuído não só para a geração de empregos, mas para reduzir o número de pessoas que estavam nas classes D e E, que migraram para classe C. “Nessas classes de renda a gente percebe que à medida que aumenta o rendimento médio da família, aumenta o consumo de calçados. Então, isso também pode ter um efeito positivo.”
Empresários do setor calçadista afirmam que indústrias que investiram em produção, tecnologia e modelagem novas tiveram retorno e puderam contratar mais. “Estamos apostando que pelo investimento feito haverá aumento de vendas, o que gerará mais contratações. Estamos trabalhando para isso”, destaca o diretor da Francajel, Túlio Hajel.

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