Eficiência policial


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Em menos de 48 horas a polícia prendeu dois suspeitos que confessaram ter cometido duplo homicídio no domingo

O caso causou alarde, mas não comoção. Apesar de ser mais um daqueles crimes estúpidos e gratuitos aos quais estamos nos acostumando, nele não havia vítimas de destaque em nossa comunidade. Ao contrário, as vítimas fatais eram mulheres simples, infelizmente já envolvidas no submundo do crime, da prostituição e das drogas, assim como o jovem travesti que conseguiu sobreviver.

Por essa razão, o caso tinha tudo para ganhar destaque no noticiário, mas depois desenrolar-se lentamente pelos gabinetes e corredores das investigações policiais. Desta vez, porém, a polícia agiu rápido. Mesmo sem os tradicionais holofotes que acompanham os casos mais expressivos do setor policial, a equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) quebrou alguns paradigmas que norteiam suas rotinas de trabalho e conseguiu resolver o caso com uma agilidade incomum.

Acontece que a rotina policial do final de semana funciona na forma de plantão. Os policiais militares que atendem as ocorrências nesse período abrem os boletins e os encaminham posteriormente para os investigadores. O problema é que estes só entrarão em contato com eles na segunda-feira, quando retomarem seus trabalhos após o justo descanso do final de semana.

Neste caso, porém, a polícia buscou um atalho. Como houve um sobrevivente, que presenciou todos os acontecimentos e só escapou porque fingiu estar morto, após ser também alvejado pelos assassinos, alguns investigadores resolveram seguir imediatamente para a Santa Casa, onde colheram seu depoimento e logo começaram a encaixar as peças do quebra-cabeças que vieram a ajudar no esclarecimento do crime.

De posse de informações importantes, os policiais rapidamente localizaram a casa em que os assassinos levaram as três vítimas para supostamente realizarem uma orgia sexual. Da casa até chegarem aos responsáveis pelo crime não foi um trabalho tão árduo, sobretudo para profissionais bastante acostumados com o dia a dia da investigação criminal. Em pouco tempo, portanto, logo no final da segunda-feira, os dois suspeitos já estavam identificados. Na terça estavam presos e confessaram os crimes.

Apesar de não ter feito nada mais do que sua obrigação, a DIG dessa vez foi merecedora de comprimentos. Em um mundo bastante desigual, em que os crimes cometidos contra pessoas comuns não têm a mesma repercussão dos crimes que envolvem figuras mais destacadas da sociedade, como aconteceu recentemente com o executivo da Yoki, assassinado e esquartejado pela mulher, a ação da DIG merece destaque, mostrando que quando as polícias trabalham em conjunto, comunicando-se rapidamente, os resultados tendem a aparecer.

Se alguns tiveram que sacrificar seu domingo em prol de seu dever profissional, pelo menos eles podem agora comemorar a sensação do dever cumprido, para além de um ponto positivo que toda a polícia veio a marcar junto à população francana.
 

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