Polícia Militar abandona monitoramento da área central


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Câmeras instaladas na área central e na região do bairro Cidade Nova ainda gravam, mas registro das imagens deixou de ser acompanhado pelos policiais
Câmeras instaladas na área central e na região do bairro Cidade Nova ainda gravam, mas registro das imagens deixou de ser acompanhado pelos policiais

A Polícia Militar deixou de operar os equipamentos de videomonitoramento instalados na área central e na região do bairro Cidade Nova. As oito câmeras estão em funcionamento, mas não são utilizadas da forma como deveriam. Os monitores foram retirados do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) e levados para a sede do CDL (Câmara dos Diretores Lojistas) no Centro. O equipamento grava imagens que não são monitoradas. A PM alega falta de manutenção e problemas no convênio com o município. Já a Prefeitura diz que aguarda os tramites burocráticos na assinatura da parceria com a PM.

Para a Polícia Militar, que em setembro do ano passado voltou a realizar o monitoramento, a falta do convênio aliado ao sucateamento dos equipamentos foram os pontos fundamentais para o sistema ter sido deixado de lado. Há mais de 30 dias, o videomonitoramento não é realizado. “Para nós, os equipamentos estão desligados. Não foram feitos reparos e a manutenção e há cerca de 30 dias deixamos de operar o sistema. Além disto, não foi renovado o convênio. À Polícia Militar cabe a operação do sistema. Os monitores foram trazidos para dentro do sistema 190, mas as questões burocráticas não cabem a PM. Foi passada a necessidade da manutenção destes equipamentos para a Prefeitura, mas não tivemos respostas”, disse o policial.

O CDL contesta a informação que o sistema não esteja em funcionamento, mas afirma que não é operado como deveria. O presidente da entidade, Pedro José Olivito Lancha, o Pezé, garantiu que toda a aparelhagem que antes estava instalada na sede do Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) foi transferida para sede da CDL e que as imagens estão sendo gravadas. “As câmeras estão funcionando. Hoje o equipamento que faz o monitoramento está localizado no Centro. Não operamos os aparelhos porque não temos poder de polícia. O que fazemos é uma geração, uma gravação dos acontecimentos que as câmeras captam. Essas gravações ficam armazenadas por, no máximo, cinco dias”, disse o presidente.

Para o CDL o problema da falta de operação do equipamento está ligado à falta do convênio com a Prefeitura. José Olivito disse que foram realizadas várias reuniões com o poder público, mas o projeto não evoluiu. “Este convênio ficou de lado pela grande dificuldade que a Prefeitura tem em assumi-lo”, disse Olivito.

O secretário municipal de Segurança, Sérgio Buranelli disse que deve se reunir para analisar a situação. Buranelli não quis gravar entrevistas, mas informou que o entrave ainda está no convênio entre município e a PM.
 

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