Prefeito convoca tropa de choque para reduzir impacto de coligação adversária
Não se falou em outro assunto no cenário político de Franca, ontem, a não ser a união entre o deputado Gilson de Souza (DEM) e a delegada Graciela Ambrósio (PP). Os partidos adversários sentiram o golpe e correram para tentar minimizar o impacto.
A reação mais contundente partiu do PSDB. Os tucanos voaram rápido e confirmaram informação antecipada pela coluna de que Fernando Baldochi será o vice de Alexandre Ferreira. Mais do que isso. O prefeito Sidnei Rocha deixou o seu gabinete, pegou os candidatos pelas mãos e foi visitar os jornais da cidade. Foi uma estratégia para dividir os espaços e tirar Graciela e Gilson de Souza dos holofotes.
Para isso, convocou uma verdadeira tropa de choque formada pelos presidentes dos partidos que formam a aliança de apoio à candidatura tucana. Além de Alexandre Ferreira e Fernando Baldochi, Sidnei foi acompanhado nas visitas por Fábio Liporoni (PMDB), Alberto Aggio (PPS), Gilberto de Freitas (PMN) e Luiz Gosuen (PRB). Só faltou o representante do PC do B. O partido ameaça debandar para o lado de Ubiali.
Sidnei elogiou os pupilos e voltou a afirmar que a coligação vai ganhar as eleições. Se esforçou para pôr fim aos frequentes comentários nos bastidores políticos de que não tem a intenção de fazer o sucessor. “O meu grau de envolvimento na campanha será total. Estarei firme. Quem apostar o contrário vai perder.” Afirmou que não quer ser mais prefeito e que não dará palpites num eventual novo governo comandado pelo PSDB. “Meu envolvimento será até eleger. Depois, é com eles. Ganhou a eleição, vão ter que se virar.” Publicamente, foi econômico na avaliação sobre a aliança entre a adversária Graciela e o então aliado Gilson. “Estou satisfeito.”
Dos males, o menor
Gente graúda do ninho tucano avalia que Gilson de Souza provocaria mais estrago se saísse a prefeito. A avaliação é de que ele tiraria votos do PSDB por estar alinhado com o governo e ter obtido conquistas relevantes para a cidade. Sobre a parceria de Gilson com Graciela, a fonte não acredita que o retorno nas urnas será o esperado. “Deputado não transfere votos.” Deve ser por isso que Roberto Engler foi colocado à margem do processo.
Dormindo com o inimigo
Pelo menos dois ocupantes de cargos estratégicos no governo Sidnei Rocha vão apoiar Graciela Ambrósio e já trabalham nos bastidores para a delegada. Há, inclusive, promessa de comandar secretaria durante eventual administração pepista.
Nos rastros dos pais
Coincidências vão unir oposição e situação na campanha eleitoral. O vice de Graciela é filho do deputado Gilson de Souza que cumpre o quarto mandato na Assembleia Legislativa. O PSDB não ficou atrás e também buscou um filho de ex-parlamentar. Milton Baldochi, pai de Fernando, foi deputado estadual por 16 anos.
Novo amor
Preterido pelo PP, o PTB não perdeu tempo lamentando o divórcio e correu em busca de um novo amor. Os petebistas conversaram com o PSDB, com o PT e com o PSB. Amanhã, o diretório vai se reunir com o chefe de gabinete do deputado Campos Machado, líder estadual da legenda, para decidir os rumos do partido e o candidato a vice. A aliança com os tucanos é mais complicada, pois a composição já está definida. Membros do partido estão em dúvida se é uma boa se associar ao PT. Neste cenário, um acordo com Ubiali parece mais provável.
Golpe duplo
No mesmo dia em que viu Gilson de Souza, que era sua prioridade, se juntar a Graciela, Ubiali deixou de ser deputado. O titular Márcio França reassumiu a vaga que ele ocupava como suplente na terça.
Poxa, Erundina!
A desistência de Luiza Erundina de sair como vice de Fernando Haddad, em São Paulo, caiu como uma ducha de água fria no staff de Ubiali. A manutenção da dobradinha seria uma justificativa para atrair o PT. Agora, os petistas locais, que já rechaçavam a possibilidade de formar como vice do médico, estão desimpedidos para seguir com a candidatura própria.
Chapa confirmada
O PDT dará a largada, hoje, à temporada de convenções. O partido que integra o bloco de apoio a Graciela vai oficializar sua chapa de vereadores durante reunião na sede do Internacional.
Sem adversário
Mudanças não devem ser descartadas, mas o panorama atual indica que a vizinha Ribeirão Corrente poderá entrar para a história por não ter disputa nas próximas eleições. O petista Aírton Montanher deve ser candidato único. O atual prefeito, Luiz Cunha, também do PT, que tem direito à reeleição, não deverá sair.
Cenário definido
Em Cristais Paulista, não há mais dúvida. Serão três os candidatos: Antônio Reginaldo Raiz (PV), com o apoio do prefeito Hélio Kondo (PMDB), Miguel Marques (PSDB) e Edvaldo Costa (PMN).
Pegando fogo
Antes mesmo de a campanha começar, Restinga está em polvorosa. Paulinho do Pit (DEM) tentará mais uma vez realizar o sonho de ser prefeito. Donizete Montagnini (PSC), que assumiu após a morte de Belão, quer permanecer por mais quatro anos. Os dois terão de enfrentar a forte concorrência do ex-prefeito Amarildo Nascimento (PMDB), que ressurge com força no cenário local.
Edson Arantes
Jornalista – edson@comerciodafranca.com.br
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