A dona de casa Carmen Lúcia Ferreira da Silva, 45 anos, foi estrangulada no fim da tarde de ontem. A polícia suspeita que o autor seja o marido dela, o pedreiro Nailton Guilherme da Silva, 55. O crime foi na residência do casal no Elimar III. Segundo a polícia, o suspeito enforcou a mulher até a morte usando o cabo de aço de uma bicicleta e fugiu em seguida. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) esteve no local, mas não conseguiu salvar a vítima.
A polícia trabalha com a hipótese de crime passional. Testemunhas e a própria família da vítima informaram que as brigas do casal eram constantes. Os dois estavam em processo de separação. Ontem, pouco depois das 17 horas, Carmen chegou a ligar para uma de suas filhas informando que havia sido ameaçada de morte pelo pedreiro. Quinze minutos depois, a filha da dona de casa chegou à residência e encontrou a mulher caída no chão do quarto com um pedaço de cabo de aço no pescoço. Um vizinho disse ter escutado a briga do casal, mas não imaginava que a mulher estava sendo assassinada. “Escutei uma discussão e ele falando alto, mas logo depois ficaram quietos. Não poderia imaginar que ele estava fazendo isso. Eles brigam muito mesmo”, disse BRS, 21 anos.
O médico e os socorristas do Samu tentaram manobras de ressuscitação na dona de casa. “Eles tentaram por vários minutos salvar a vida da mulher, mas infelizmente não conseguiram. Ela morreu por asfixia. A filha dela foi quem a encontrou caída no quarto”, disse o cabo Sérgio Fernando Rocha, da PM.
Policiais militares chegaram a patrulhar a região e também procuraram pelo suspeito na casa de familiares. Os policiais confirmaram na delegacia os antecedentes de agressões e ameaças. “Os próprios filhos da vítima informaram sobre o histórico de violência do suspeito contra a mulher. Parece que o casal estava em fase de separação, mas o homem não aceitava”, disse o cabo Sérgio.
O corpo da dona de casa estava no quarto da residência. A polícia encontrou o material usado no crime, um pedaço de cabo de aço. Peritos da Polícia Científica estiveram no local. A equipe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) também esteve na casa para levantar as primeiras informações. “A princípio trabalhamos com a hipótese de crime passional. Já iniciamos as investigações e estamos a procura do marido da vítima, que seria o principal suspeito”, disse o delegado.
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