Comissão encaminha 58 crianças da Apae para escolas públicas


| Tempo de leitura: 2 min

Em 2008, o promotor de Justiça e Defesa da Pessoa com Deficiência, Fernando de Andrade Martins, convocou uma audiência pública em Franca para tratar do tema inclusão de deficientes. Uma das metas estabelecidas foi promover a inclusão na rede regular de ensino.

Para encaminhar os alunos com deficiência para as classes comuns, foi montada uma comissão de avaliação formada por uma equipe multidisciplinar. Desde 2008, a comissão encaminhou 58 crianças da Apae para escolas municipais e estaduais.

Silvia Helena da Silva, assistente social da Apae de Franca, disse que o trabalho é desenvolvido em parceria com as secretarias de Educação estadual e municipal e que “existe um grande esforço na busca de adequação material, estrutural e, principalmente, pessoal, visando um aperfeiçoamento do atendimento”. “Entendemos que o processo de inclusão é permanente e gradativo. Muito se avançou, sabemos o caminho e precisamos percorrê-lo com muito compromisso”, disse Sílvia.

Eduardo Henrique da Silva, que completará 7 anos no fim do mês, é um dos alunos da Apae que em 2011 foi transferido para a Escola Municipal “Etelgina de Fátima Viveiros”, onde estudam nove crianças deficientes. Eduardo nasceu prematuro e teve sequelas na parte motora. Ele usa cadeira de rodas. A comissão de inclusão avaliou seu histórico e decidiu encaminhá-lo para a rede regular. “Achei bom ele estudar na escola porque ajudou a desenvolver bastante. Ele para em frente a um painel e começa a juntar as letras para ler. Ver meu filho sendo alfabetizado é um orgulho”, disse a mãe Eliana da Silva, 35.

A única observação dela é para que a escola tenha mais um cuidador para acompanhar o filho no dia a dia. Hoje uma funcionária auxilia ele e outros dois alunos com deficiência.

Simone Manzan é professora de Eduardo e valoriza a experiência de ensiná-lo. “É apaixonante. Ele tem sede de aprender. O Eduardo é uma prova de que a inclusão é possível. Antes de ter um aluno deficiente, fiquei com receio de como seria, mas é possível. Sei que ele é uma das muitas crianças que virão para mim.”
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários