Alimento diário


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‘E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução , mas enchei-vos do Espírito’. ( Ef 5:18).

DESFRUTAR O PODER PERMANENTE DO ESPÍRITO

Em sua terceira viagem ministerial, Paulo foi primeiramente a Éfeso onde, encontrando alguns discípulos, pergunta-lhes: “Recebestes, porventura, o Espírito Santo quando crestes?’ E eles responderam: ‘Pelo contrário, nem mesmo ouvimos que existe o Espírito Santo’. Então Paulo perguntou em que haviam sido batizado e eles disseram: ‘No batismo de João’. Paulo lhes explicou que o batismo de João era de arrependimento, dizendo ao povo que cresse em Jesus. Quando eles ouviram isso, foram batizados em nome do Senhor Jesus. Paulo lhes impôs as mãos, e o Espírito Santo veio sobre eles, e falavam em línguas e profetizavam (At 19:2-6).

O Espírito Santo, de maneira bem espontânea, tem nos levado a exercitar e liberar o Espírito. Em Atos 2, o Senhor usou os cento e vinte galileus, iletrados e incultos, que eram pescadores, de classe social não tão elevada para pregar o evangelho em Jerusalém. Esses cento e vinte galileus cheios de poder não estavam mais preocupados com sua classe social nem tinham medo dos judeus como antes; pelo contrário, pregaram o evangelho cheios de poder, dizendo: ‘A estes Jesus, que vós crucificastes, Deus o Fez o Senhor e Cristo’( v. 36).

Em sua pregação, Pedro falou sobre invocar o nome do Senhor e ser salvo (v. 21). Nessa ocasião eles certamente invocaram o Senhor e naquele dia 3 mil foram salvos e batizados (vs. 37-41). Podemos aplicar isso a nós hoje. Temos praticado a vontade de Deus de ser fecundos, multiplicar-nos, encher a terra e dominá-la. Porém, até certo tempo atrás, como o resultado ainda não era tão grande, sentíamos que havia necessidade de poder do Espírito. Nosso conceito era de que precisávamos do derramamento exterior do Espírito sobre nós para ganhar tal poder. Na Palavra há dois registros cruciais acerca do Espírito: O Espírito insuflado nos discípulos logo após a ressurreição do Senhor (Jo 20:22) e o Espírito derramado em Pentecostes (At 2:4). Então, há duas formas de receber o Espírito: internamente, pelo sopro dentro de nós e, externamente, pelo derramar exterior. O Espírito soprado em nós e o Espírito de vida que se mescla com o nosso espírito e se torna um com Ele (1 Co 6:17). Esse é ‘o Espírito’ que o Senhor menciona
em João 7:37-39.

O Espírito está dentro de nós e também é derramado externamente em ocasiões especiais, como operação exterior e temporária do Espírito. O que queremos é desfrutar o Seu poder permanente dentro de nós; por isso, devemos permitir que Ele permeie nossa alma. Isso é o que temos praticado ao longo desses mais de vinte anos: o Espírito deve saturar nossa alma e se expandir para nosso corpo mortal para que ele também seja vida. O que precisamos é exercitar o nosso espírito e liberar o Espírito que nele está.

Pelo exercício do nosso espírito somos cheios do Espírito até transbordar, e quando isso ocorre temos o Seu poder. Não buscamos o derramar exterior do Espírito, mas buscamos encher-nos do Espírito, como diz Paulo em Efésios 5:18: ‘Não vos embriagueis com vinho, [...] mas enchei-vos do Espírito’. Cada um de nós deve sair na Expansão como um ‘Embriagado do Espírito’.

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