Outro motivo de reclamação dos moradores do Jardim Palmeiras é o córrego que atravessa o bairro. Há cerca de três anos, uma enchente destruiu casas que ficavam próximas ao curso d’água e prejudicou diversas áreas. A escola municipal, que fica ao lado do centro comunitário, é um desses locais. “A Prefeitura fez a escolinha próxima ao córrego, em uma das áreas tidas como áreas de lazer. E a escola foi interditada. Não tem aluno estudando lá. O prédio está abandonado. Eles tiraram porque a escola está em área de risco de desabamento”, diz a escriturária Ana Maria Cunha, 55.
O supervisor de e-commerce Roberto Lopes Camargos, 42, é proprietário de um imóvel ao lado de um dos locais que a enchente destruiu. No meio do quarteirão, o córrego passa entre as casas sem proteção alguma. O calçamento ao lado do imóvel de Camargos está rachado e a erosão no barranco do córrego é evidente. “A situação piorou depois da última enchente. O correto seria fazer o arrimo. Crianças correm risco de cair aqui dentro todos os dias. Convivemos também com excesso de pernilongos, ratos que sobem até as nossas casas.” O morador disse ainda que o local é usado para o consumo de entorpecentes. “Aqui ficam muitos usuários de drogas. Além do risco de desabamento, ainda temos esse problema. O poder público precisa dar atenção para isso aqui.”
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