Participação de indústrias de Franca diminui na 44ª Francal


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 O estilista Marcelo Adriano de Paulo mostra modelos que a Rafarillo Calçados vai levar para a Francal 2012
O estilista Marcelo Adriano de Paulo mostra modelos que a Rafarillo Calçados vai levar para a Francal 2012

A pouco mais de uma semana do início da 44ª Francal (Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios), as fábricas da cidade estão correndo contra o tempo para acertar os últimos detalhes das coleções que devem ser apresentadas na feira, que acontece de 26 a 29 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Neste ano, a participação dos francanos será menor. São 69 empresas confirmadas (entre estandes individuais, coletivos e imprensa) contra os 85 do ano passado. A explicação, segundo o presidente do SindiFranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, está na data de realização do evento; no momento delicado vivido pelo setor, que sofre com a concorrência asiática e a falta de perspectivas para a aprovação de medidas de incentivo à produção, e ao aumento dos custos para a exposição.

“Como os contratos de compra de espaços são fechados com muita antecedência, algumas empresas simplesmente decidiram não participar, mas estamos otimistas e temos certeza de que os resultados virão.”

Mesmo com um número reduzido de expositores, Franca deve levar para a Francal 2012 mais de 5 mil novos modelos voltados para a coleção primavera/verão. A esperança da maioria dos empresários é conseguir vender, nos quatro dias do evento, o equivalente a, pelo menos, um mês de produção. Para isso, os investimentos são altos. Só no desenvolvimento das novas linhas, são gastos de R$ 30 mil (as empresas menores) a R$ 250 mil (as grandes calçadistas).

A Rafarillo Calçados, empresa que emprega cerca de 600 pessoas e produz em média mais de 2 mil pares por dia, vem trabalhando nos lançamentos que deve apresentar na feira desde fevereiro. Há 90 dias, começou a produção das amostras dos 120 modelos que serão levados para São Paulo. “Estamos agora em ritmo acelerado para terminar tudo a tempo. Neste ano, queremos surpreender nossos clientes com uma nova linha de tênis e muitas novidades nas linhas tradicionais. Foram mais de R$ 180 mil investidos”, disse Marcelo Adriano de Paulo, estilista.

Com tamanho investimento, a Rafarillo, que foi uma das fábricas que mais festejou as vendas no ano passado, espera mais que dobrar o número de pedidos fechados agora em 2012. “Acabamos de voltar da Feira de Gramado (RS), onde no ano passado vendemos 12 mil pares e neste ano, 40 mil. Queremos repetir esse resultado na Francal”, disse Marcelo.

Participando há mais de 10 anos da Francal, a Abruzzo Calçados Femininos também investiu alto na nova coleção. Foram mais de R$ 200 mil e seis meses de trabalho. A fábrica levará para a feira 105 modelos novos, 30% a mais que no ano passado. “Vamos apresentar uma nova cara para os nossos clientes. Neste ano, nossos produtos estão todos focados no conforto. Investimos pesado em materiais e design”, disse Donizete José da Silva, designer.

A expectativa da empresa, que produz cerca de 200 pares por dia, é conseguir fechar de dois a três meses de produção nos quatro dias da feira. “Estamos muito animados. Temos certeza de que a Francal garantirá um ótimo segundo semestre para a Abruzzo.”

A alta do dólar animou a Anatomic Gel. Com 50% da produção de 1,3 mil pares por dia voltados ao mercado externo, a fábrica espera conquistar os importadores durante a Francal. São mais de 90 novos modelos. “Neste ano, vamos lançar um novo tipo de solado, com dupla densidade, que proporciona um conforto muito maior”, disse José Rosa Jacometti, o Zuza, diretor-proprietário da empresa.

O diretor não falou em números mas disse que, com a alta do dólar, as vendas devem aumentar. “Para nós, a feira é mais para contato e para apresentação da coleção aos nossos clientes, mas esperamos que esses contatos, principalmente com importadores, se revertam em vendas.”
 

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