A colunista social Sônia Menezes Pizzo, a Patrícia, almoçou no último domingo com os familiares na casa de sua irmã de criação, a madame Dedé, no Condomínio Vila Hípica, onde moram. Por volta das três horas da tarde ela foi surpreendida com a visita da escritora Lúcia Helena Maníglia Brigagão. A amiga chegou com um belo pacote em mãos, decorado com uma rosa. No embrulho estava o livro Querida, a biografia de Patrícia que ela escreveu. A obra encantou a família. A cada página folheada, as lágrimas rolaram. “Só Deus mesmo para pagar tudo isso que a Lúcia está fazendo pra mim.”
Patrícia foi para casa e se debruçou sobre o livro que narra detalhes da sua vida pessoal, de suas alegrias e dores e a trajetória de 53 anos de carreira. Pelas páginas de Querida, Patrícia reviveu muitas histórias. Perdeu o sono. Passou a noite em claro. E chorou. “Comecei a folhear e as lágrimas vieram, vieram e vieram. Fiquei até duas horas da madrugada lendo. Não sabia o que pensar. Senti do começo ao fim a Lúcia me dizendo: ‘querida’. Chorei, chorei muito. Pedi que os três grandes homens da minha vida chegassem lá para me dar força, para me consolar. Meu marido Américo e meus filhos Ameriquinho e Mauro.”
A emoção da colunista continuou na noite de segunda-feira, 11, durante o lançamento da biografia Querida, no Espaço Cedro. Aos 81 anos de idade, Patrícia precisou de esforço para controlar a emoção e segurar as lágrimas. Fez um discurso comovente e com pintadas de humor. “Aqui estão, pois, a criadora e a criatura”, começou a falar no palco aos convidados, de mãos dadas com Lúcia Brigagão. “Vou me esforçar para não chorar... Já conhecia a Lúcia, sabia que era inteligente, amiga, mas não conhecia sua sensibilidade. Ela descreveu a morte dos meus filhos com tanto amor... Vocês vão ler, vocês vão ver se estou dizendo a verdade”, continuou.
Patrícia resumiu a noite como um momento de emoção e gratidão. Agradeceu as presenças dos familiares, escritores, empresários, políticos, jornalistas e outros amigos. No fim de sua fala, pediu aplausos para a autora.
REALIZAÇÃO
Lúcia Brigagão disse que escrever o livro Querida foi um trabalho de pesquisa intensa, lágrimas e muito prazer. “Entrar na vida alheia, mesmo que com consentimento, é invasivo. Mas o incentivo da minha família, o apoio dos entrevistados me fortaleceram. Estou realizada e feliz, muito feliz.”
A obra ganhou vida depois de dois anos de trabalho. A ideia de escrever a história da colunista social nasceu durante um evento do setor calçadista em que a jornalista Jussara Vieira sugeriu que Lúcia escrevesse a biografia de Patrícia. “Já conhecia a dona Sônia porque escrevi para a coluna dela publicada no Comércio. Fiquei pensando na sugestão e um dia me encontrei com a dona Sônia no restaurante Frutos do Mar e disse que se ela quisesse me contar a vida dela, eu escreveria sua biografia. Ela aceitou e coroamos esse trabalho num momento muito especial da minha vida”, disse Lúcia, que autografou livros durante o coquetel.
O livro foi patrocinado pela Francal Feiras e em quase 200 páginas reúne fotos e textos que narram os desafios enfrentados por Patrícia e as transformações vividas por Franca. “A história da Patrícia é muito bonita. Narro os traumas, vexames, histórias familiares e fatos que fortaleceram o espírito da dona Sônia.”
O empresário Carlos Brigagão, marido da escritora, acompanhou o ‘nascimento’ da obra e está orgulhoso do resultado. “Quando entusiasmava, a Lúcia seguia madrugada adentro escrevendo. Sou suspeito para falar, mas como está todo mundo falando, posso dizer que o livro realmente ficou muito bonito. Aqui vai um registro para a Francal porque sem esse apoio financeiro e cultural seria impossível fazer um livro com essa riqueza.”
DISCURSOS
No coquetel de lançamento da biografia de Patrícia, o radialista Valdes Rodrigues foi o mestre de cerimônia da noite. Leu o capítulo Metamorfose do livro, que foi bastante aplaudido. A jornalista e escritora Sônia Machiavelli, presidente do Conselho Consultivo do GCN Comunicação, escreveu o prefácio do livro e durante seu discurso cumprimentou Lúcia Brigagão pela pesquisa de profundidade que realizou para confeccionar a obra. “Me sinto honradíssima por estar neste livro tão importante para Franca. Patrícia é uma das primeiras mulheres a deixar aquele reduto do lar ao qual estava destinada para se dedicar, não apenas ao magistério, mas ao rádio e ao jornal, sempre com muita coragem, sendo um exemplo para nós todas. É uma noite muito feliz.”
O jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-responsável do GCN, exaltou a garra de Patrícia para lidar com as intempéries da vida e a qualidade do livro escrito por Lúcia Brigagão. “A Patrícia faz parte de um pequeno percentual de pessoas que não estão aqui a passeio... Venceu a morte de dois filhos, o que acho singular. Seria mais fácil se entregar, mas ela se levanta, trabalha e se reinventa.”
A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Grupo Magazine Luiza, viajou para Franca anteontem especialmente para prestigiar Patrícia e Lúcia Brigagão no lançamento de Querida. “Lúcia, a cada dia te admiro mais, sei que não foi fácil (escrever a obra). Vou ler hoje à noite porque durmo pouco.”
O presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala, participou do evento e disse que a empresa estava orgulhosa por patrocinar o livro. “Na verdade a história da Patrícia se confunde com a história da Francal. Há 44 anos é uma pessoa que vem divulgando, incentivando a Francal, não só em Franca, mas em todos os lugares por onde passa. Folheei o livro e vi que ficou muito bonito, de qualidade, à altura do que ela merece.”
O empresário Téti Brigagão, filho de Lúcia Brigagão, tocou e cantou a música Patrícia, que inspirou Sônia Menezes Pizzo a adotar esse pseudônimo. Enquanto ele interpretava a música do compositor cubano Perez Prado, a colunista o assistiu sentada numa cadeira próxima ao palco. No final, Téti beijou suas mãos.
CARREIRA
Sônia Menezes Pizzo é colunista social, radialista e comunicadora. Iniciou a carreira em 1958 no jornal Comércio da Franca a convite do então proprietário Alfredo Costa. Depois de atuar como colunista do jornal por mais de três décadas, Patrícia trabalhou no jornal Diário da Franca, mas retornou há dois anos para a equipe do Comércio. Assina uma coluna social diária e apresenta o Programa da Patrícia aos sábados na Rádio Difusora AM.
SERVIÇO
A biografia de Patrícia - Querida - pode ser comprada por R$ 50 no escritório da colunista social, na rua Marechal Deodoro, 2.510, no Bairro São José.
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