As buscas pelo corpo da estudante Sara Dominciano Pereira, 15, que continua desaparecido, completaram quatro dias ontem. Segundo o tenente Marcel Filipin, do Corpo de Bombeiros, seis homens divididos em duas equipes percorreram os córregos Cubatão e dos Bagres durante toda a segunda-feira. “Como não é um ponto reto fica difícil mensurar a exata distância percorrida. O caminho é sinuoso, mas nós fomos até a proximidade da ponte de Restinga, para verificar se havia sinais da garota”, disse Filipin.
As buscas tiveram início com o nascer do sol, e foram encerradas por volta das 17h30. As equipes repetiram o percurso dentro da cidade, próximo ao Galo Branco, e verificaram as matas que existem às margens do córrego. Enquanto uma das equipes começou da área urbana, a outra fez o caminho contrário. Todas as regiões atingidas pela enxurrada são verificadas. “Vemos do leito do rio até as margens. Existem várias possibilidades, vários pontos”, complementou o tenente.
Por volta das 15 horas, a dona de casa Rosimeire Gomes Ribeiro, 42, do Jardim Guanabara e que estava junto ao córrego, próximo ao Galo Branco, sentiu um cheiro forte e acionou o Corpo de Bombeiros. Vários populares pararam no local para acompanhar os trabalhos. A região foi vistoriada novamente, sem novidades. “Achei várias roupas que não eram da menina. Chegando ali perto e senti um cheiro forte. Eu liguei para a polícia, liguei para todo mundo. Eu não conhecia a família, conheci domingo e tenho certeza que ela está para cá. Eu sonhei que estavam desenterrando essa menina. Tinha barro e ela estava debaixo”, disse a dona de casa.
Para hoje, o número de bombeiros deve se manter o mesmo e as buscas devem recomeçar novamente ao nascer do sol pela área urbana. “Temos alguns homens que têm mais experiência para fazer esta varredura. Amanhã (hoje), serão seis”, finalizou Filipin.
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