Morreu Issa Rahmeh Salloum, 91, patriarca da família Tony Salloum


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Morreu na madrugada de ontem no Hospital São Joaquim/Unimed de Franca, o empresário sírio Issa Rahmeh Salloum, pai de Tony Salloum, diretor de Calçados Tony, da Francal Feiras, incorporador e construtor imobiliário. Issa tinha 91 anos. Na semana passada foi atingido por uma forte gripe e iniciou tratamento na casa da filha Fádia, onde vivia. Na sexta-feira, piorando, foi para o hospital, em busca de exames mais complexos. Diagnosticado com pneumonia, foi internado. Registrou melhoras sensíveis na noite de mesma sexta-feira. Feliz, recebeu, à noite, visita de seus filhos residentes em Franca – Jorge e sua mulher Muna; Tony e Maria Zélia; Bassen e Luiza, Fádia e seu marido Alexandre Miguel – além de muitos netos. Brincou e riu muito. Segundo Tony, por volta de 4h40 da madrugada do sábado, quando recebia medicamentos, ‘simplesmente apagou. Foi uma morte linda porque não sofreu. Estava cuidado, sentia-se melhor’. Segundo informações da família, sucumbiu a falência múltipla de órgãos, em razão da pneumonia e da idade avançada.

A família é toda da Síria. Issa tinha, lá, armazém de secos e molhados e empresa de transportes. Também lá, nasceram os filhos que vivem em Franca e mais três irmãos, Lídia, Nádia e Luftala, que continuam naquele país. Tony veio ao Brasil em visita. Encantou-se com Franca e resolveu ficar, em busca da implantação de novos negócios. Passou a atuar como representante de calçados, viajou por um ano e meio vendendo, enquanto aprendia a língua e o jeito brasileiro de ser e viver. Montou, após, um armazém de secos e molhados – Armazém Brasília –, na Rua do Comércio. Mais dois anos, foi desafiado a assumir uma fábrica de calçados – Calçados Korg –, que pertencia ao advogado William Salomão. Gostou e a adquiriu, mudando a razão social para Calçados Tony. Com a implementação da produção, iniciou a vinda dos irmãos Jorge, Bassen e Fádia, que com ele também passaram a dedicar tempo e trabalho a outros negócios nascentes, na área imobiliária e agropecuária. Certo dia, resolveram convidar pai e mãe a conhecerem o Brasil.

Issa e Wassila vieram e resolveram ficar. Voltaram à Síria por um curto período, exatamente o tempo para deixar seus negócios locais com um irmão dele, Habib, e retornaram a Franca para não mais saírem.

Tony disse que foi possível a ele e a seus irmãos, aqui, “aposentarem os pais que tinham lhes dado tudo e, em reconhecimento, permitir a eles que só gozassem a vida”. Na Síria, segundo Tony, o “sentido de família e a alegria de poder estar junto em todos os momentos, várias gerações inclusive, é o mais importante de todos os valores. Temos certeza de que meu pai, que agora morre, e minha mãe, de quem ele ficou viúvo também aqui, há anos, foram muito felizes, cercados pelos seus”.

Velório e sepultamento aconteceram ontem, no São Vicente de Paulo e Cemitério da Saudade.
 

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