‘Livro foi parto doloroso e prazeroso’, diz escritora


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A excritora e jornalista Lúcia Helena Brigagão, autora de Querida
A excritora e jornalista Lúcia Helena Brigagão, autora de Querida

A escritora Lúcia Helena Maníglia Brigagão começou escrevendo justamente na coluna Homens, Mulheres e Coisas, do jornal Comércio da Franca, que era assinada por Patrícia.

Passou posteriormente por outros jornais e revistas e escreveu para vários periódicos voltados para a indústria do calçado. Arriscou-se pela primeira vez na literatura com o livro Literatura Crônica, que foi lançado em São Paulo. Um livro que ela diz nunca ter divulgado.

“Livro para mim é coisa muito séria. É um trabalho muito duro e sofrido. A gente sempre acha que está inacabado e as vezes tem medo de publicar.”

Mas se o primeiro livro já foi bastante sofrido, esse segundo foi um verdadeiro calvário. Não que tenha sido ruim escrever sobre a vida de Patrícia - ao contrário. O problema é que invadir a vida de uma pessoa é uma responsabilidade enorme. Deparar-se com todas as particularidades de uma vida agitada como a de Patrícia e ter que narrar todas as suas sutilezas sem cair na pieguice romântica do enaltecimento vazio não foi nada fácil para ela.

“A Patrícia foi uma pessoa pioneira em Franca. Ela quebrou muitos paradigmas, passou por cima de muita coisa e por isso não foi nada fácil destrinchar e reconstruir sua vida em uma obra literária.”

Foram dois anos de entrevistas, pesquisa e longos bate-papos. Para contar a vida sofrida e “atrevida” dessa mulher que Lúcia diz ter sido invejada e até temida em Franca, a escritora trabalhou o livro de forma a entrelaçar a biografia de Sônia e a de Patrícia, colocando como pano de fundo as transformações que ocorriam na cidade, no país e no mundo.

Lúcia diz que acompanha a vida de Patrícia há muito tempo, através das colunas, dos eventos, do rádio e depois da televisão.

“Ela é um ídolo para mim. Sempre admirei seu atrevimento e sua maneira de enfrentar a vida. Acho que isso também contribuiu para que o livro se transformasse em um parto sofrido e ao mesmo tempo prazeroso”, diz Lúcia.

Com prefácio de Sonia Machiavelli, escritora, jornalista e presidente do Conselho Consultivo do GCN Comunicação, e projeto gráfico de André Martins, Querida consegue ir além dessa vida instigante que transformou a professora Sônia Menezes Pizzo na provocante colunista Patrícia. O livro alcança também um excelente retrato de nossa cidade, mostrando suas transformações nesses últimos 80 anos.
 

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