Morreu ao meio dia de ontem, sexta-feira, 8 de junho, o conhecido e respeitado cirurgião-dentista francano Vicente de Paula Latorraca, aos 87 anos. Ao final da semana passada, começava a se preparar para cirurgia. No domingo, atingido por problemas físicos e visuais que poderiam identificar um acidente vascular cerebral, foi imediatamente transferido à Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Regional. Organismo reequilibrado, recebeu alta na segunda, mas, no mesmo dia, novas complicações o levaram de volta ao hospital. A idade não lhe permitiu vencer os novos desafios. Morreu, segundo informou a família, de falência múltipla de órgãos.
Vicente era irmão de Mário, Luiz e Elvira, de tradicional família local. Deixa viúva Zelinda Covas Latorraca, depois de 64 anos de casamento. Tiveram cinco filhos (Aldo, falecido, casado com Maria Amélia; Fernando, casado com Vera Lúcia; Vicente Júnior, casado com Tereza Cristina; Maria do Carmo, falecida, casada com Joel Nogueira Léllis; Maria Silvia, falecida, casada com Mauro Nunes Horácio), 6 netos (Élder, Alessandro, Adriana, Rafael, Caio Eduardo e Paulo) e um bisneto, Fernando.
Vicente construiu sua vida na Odontologia. Formado pela USP de Ribeirão Preto, concursou e ingressou na carreira estadual, atuando por anos na Escola ‘Cel. Francisco Martins’. Também clinicou. Aposentou-se depois de 40 anos de trabalho. Espírita, participou de relevantes causas filantrópicas da cidade, a exemplo da direção do Hospital Infantil de Franca e da Santa Casa de Misericórdia, onde foi diretor financeiro na década de 80. Dedicou-se também à divulgação da doutrina espírita. Fundou vários centros e tornou-se determinante na vida de muitos, com suas palavras de apoio e ações beneméritas.
Sofreu, com a mulher, duros golpes da vida. Três de seus filhos, morreram. Segundo contou Vicente Júnior, ‘foi a crença determinada na doutrina espírita que permitiu a meus pais ultrapassarem essas grandes tristezas. Ele nos dizia para seguir a doutrina com fé, pois seria a doutrina que nos ensinaria a viver e a suplantar dificuldades. Foi exatamente assim que aconteceu”.
Seu genro, Mauro Horácio, lembra-se, com carinho, do desapego de Vicente e de sua dedicação ao próximo: “depois que se aposentou, adquiriu uma chácara no bairro São José – era ainda um tempo em que poucas construções se erguiam na região – e lá havia uma excelente mina d’água. Quando a cidade tinha problemas, ele ia para a porta e abria tudo, para quem precisasse. Com esse perfil, construiu grande círculo de relacionamento que o honrou até sua morte”.
O velório de Vicente está acontecendo no São Vicente de Paulo, com sepultamento marcado para hoje, sábado, 16 horas, no Cemitério da Saudade.
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