A construção do viaduto anunciada para começar na última segunda-feira ainda é invisível. O prazo está correndo e nem um tijolo sequer foi movido. A Prefeitura se antecipou à empreiteira e apresentou, ontem, um plano para tentar minimizar o impacto que as obras vão provocar no trânsito. É consenso entre construtora e governo que haverá muitos problemas. Pelo menos 35 mil veículos passam pelo cruzamento todos os dias. Há previsão de interdição total de pistas. Para evitar o caos, o município apostará em placas de sinalização e na implantação de rotas alternativas. E também na colaboração dos motoristas.
O plano de impacto será acionado na próxima terça-feira. É o dia em que o canteiro de obras começará a ser montado sobre a ponte. É também quando caminhões e máquinas começam a circular.
O esquema implantado com sucesso por ocasião dos serviços de combate às enchentes no entorno do Posto Galo Branco servirá de modelo. “Todos estão preocupados e com razão. Mas estamos preparados para deixar o trânsito no local o menos caótico possível”, disse o secretário de Segurança, Sérgio Buranelli, responsável pelo Setor de Trânsito do município.
A Prefeitura vai instalar 20 placas de sinalização nas proximidades do cruzamento. Faixas alertando sobre a existência das obras serão afixadas em locais mais distantes para que os motoristas busquem rotas alternativas. “Tudo foi devidamente planejado e estudado. As interdições vão ocorrer gradativamente. Haverá momentos em que apenas meia pista será fechada, mas chegará uma hora em que não passará nada. Nem mesmo pedestre.”
Para facilitar o fluxo de veículos e permitir que os motoristas consigam chegar em suas casas ou locais de trabalho, ruas próximas terão o sentido de direção alterado. Vão deixar de ser mão única e terão circulação dos dois lados.
Na avaliação de Buranelli, os momentos mais críticos serão durante a construção da nova ponte sobre o córrego e por ocasião do transporte das 18 vigas de concreto. Elas terão 35 metros cada e deverão ser feitas no canteiro de obras que será montado no terreno doado pelo município ao Sesc e que fica nos fundos do Lanchão. “Quando essas vigas forem transportadas, a interdição será total. Como há risco de acidentes, vamos precisar até de escolta policial.”
Os bloqueios nas pistas serão avaliados por técnicos da Leão Engenharia e definidos com antecedência. Na véspera, será divulgado um comunicado para alertar os motoristas. Agentes de trânsito munidos de rádio de comunicação vão ficar de prontidão no local 24 horas por dia. “Ao elaborar o plano, pensamos como o cidadão que vem de fora e que não conhece a cidade. Se o motorista seguir as placas, as dificuldades serão menores.”
O secretário reiterou que a paciência e a cooperação devem ser companheiras constantes dos motoristas nos próximos meses. “O momento é de solução de problema. Não de confusão.”
Em comunicado enviado à Prefeitura no fim da tarde de ontem, a Leão informou que no dia 12 passará a trabalhar de maneira intensiva no local.
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