A Adefi (Associação dos Deficientes Físicos de Franca) disse que mantém um banco de currículos de deficientes interessados em arrumar um emprego. Até a tarde de ontem, eram 33 pessoas.
A assistente social da Adefi, Bárbara Maciel Silva, concorda com as empresas quando elas alegam que a dificuldade de contratação está relacionada ao baixo interesse dos próprios deficientes por causa do Benefício de Prestação Continuada. “Mas acho que esse problema não se resume a isso. Até porque essa realidade está mudando. Desde o ano passado, o deficiente não perde mais o benefício. Ele é apenas suspenso durante o período em que estiver trabalhando. É preciso também pensar em mais políticas públicas voltadas ao deficiente.”
Ela diz que outro fator que também pesa na hora de assinar a contratação de um deficiente são as condições físicas das empresas. “Muitas não estão preparadas e adaptadas para receber funcionários que são cadeirantes, usam muletas ou dependem de andadores. A maioria quer contratar pessoas com deficiências leves. Isso também é um fator limitador.”
A falta de preparo dos deficientes para o mercado de trabalho também atrapalha o cumprimento da lei. “A maioria dos deficientes não chega a completar o ensino médio. Não tem curso profissionalizante. Essa é uma realidade que só a implementação de políticas públicas pode mudar.”
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