“A Sete nasceu-lhe também um filho, ao qual pôs o nome de Enos; daí se começou a invocar o nome do Senhor” (Gn 4:26).
Deus é a fonte de nosso sustento, alegria e segurança
Uma vez que o homem tornou-se carne por causa do pecado, a sua alma passou a ser caída e ele começou a servir a Deus segundo a própria maneira. A alma humana tem uma parte má, cheia da natureza satânica, que leva o homem a cometer pecados, mas também tem uma parte boa, um desejo de servir a Deus, porém segundo sua maneira. O propósito de Deus era que o homem não fizesse nada; somente comesse do fruto da árvore da vida, e a multiplicação seria mediante a vida de Deus. Por meio da árvore da vida, o homem, de maneira muito espontânea, iria tornar-se fecundo e multiplicar-se. Mas ele caiu ao comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e começou a servir a Deus com a parte boa de sua alma. Desse modo Deus não o aceitou. Comer da árvore do conhecimento do bem e do mal fez o homem cair. Tentar agradar a Deus pela própria maneira e não pela maneira ordenada por Ele fez do homem um rebelde. Caim é um bom exemplo da tentativa de agradar a Deus segundo a própria vontade. Abel ofereceu sacrifícios a Deus segundo a maneira de Deus, isto é, sacrificou um animal; Caim, porém, os ofereceu pela própria maneira, ou seja, trouxe o fruto do seu labor. Deus aceitou Abel e sua oferta, ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou (Gn 4:4-5). O sacrifício de Abel foi aceito porque houve derramamento de sangue. Por causa do pecado, o sangue precisava ser derramado, pois sem derramamento de sangue não há perdão de pecados (cf. Hb 9:22). Por isso Deus aceitou a oferta de Abel, mas não a de Caim.
Precisamos aprender esta lição: antes de agradar a Deus, temos de resolver o problema do pecado, e para isso precisamos do sangue de Cristo, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29, 36). Além disso, temos o nosso velho homem, e para ele só há uma solução: morrer com Cristo na cruz (Rm 6:6). Portanto era preciso que o Cordeiro fosse morto para resolver também o problema do velho homem e, assim como a pele de animais cobriu a nudez de Adão (Gn 3:21), o Senhor como nosso Cordeiro pode tornar-se nossa veste, justificando-nos. Para cumprir a vontade de Deus, precisamos primeiro do sangue do Cordeiro que foi morto por nós e depois de Sua cobertura que é Cristo como nossa veste, para que sejamos justificados e assim santificados pelo Espírito.
Uma vez por Deus, Caim afastou-se da Sua presença e criou a própria cultura a fim de suprir suas necessidades (Gn 4:17-24). Deus criara o homem e iria suprir-lhe todas as necessidades para que ele fosse fecundo e se multiplicasse. Para isso ele precisava de alimento e Deus seria a fonte desse alimento. Deus também queria que o homem tivesse uma vida cheia de alegria e Ele seria a sua alegria. O homem precisava de segurança e Deus seria a sua segurança. Sustento, alegria e segurança são as três coisas que o homem mais necessita.
Ao mesmo tempo em que se formava a cultura humana sem Deus, houve também uma geração que escolheu buscar o próprio Deus como seu sustento, alegria e segurança, invocando o Seu nome (vs. 25-26). Essa geração veio de outro filho de Adão, chamado Sete, a quem nasceu Enos (que quer dizer fraco, frágil), e a partir daí se começou a invocar o nome do Senhor. Invocar o nome do Senhor traz a unidade e a presença de Deus para o homem; e Deus também ganha a presença do homem. Aleluia pelo invocar do nome do Senhor!
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