Beijinhos: pegação está à solta em todos os cantos da Expoagro 2012


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Antes de continuar a ler este texto, um aviso: se você for do tipo conservador e defensor convicto do bom comportamento é melhor parar por aqui ou estará sob o sério risco dos nervos irem à flor da pele. Os próximos parágrafos desvendam o que a maioria dos jovens - na maioria entre 18 e 25 anos - veem na balada: pegação! E, cá para nós, nem todo mundo está preparado para isso.

O fato é que por mais convicta que seja a solteirice não adianta negar. Seja por atração física, carência, bebedeira ou simples falta do que fazer, com esse friozinho o que todo mundo quer é um bom “cobertor de orelhas”. E vamos ser sinceros, tradicionalismos a parte, em época de Expoagro difícil encontrar ambiente mais propício para a paquera e pegação. Não, não vamos falar aqui sobre encontrar o amor da vida, o príncipe encantado ou como quiser chamar. O assunto desta matéria é ficar, sem julgamento de valores, é chamar a atenção em meio à multidão e beijar na boca. Mais ou menos como diz o ditado, “se divertir com as pessoas erradas enquanto não encontra a certa”.

Se você é do tipo careta e quis continuar a ler o texto, duvidando da tese acima, proponho um desafio. Vá ao show desta noite, ou no de amanhã, e conte quantas pessoas vai ver no agarra-agarra. Garanto que os dedos das duas mãos não serão suficientes. Para comprovar, nossa reportagem entrevistou diversos jovens e constatou: está fácil demais beijar na boca.

Um monte de gente não quis se identificar e nem dar entrevista oficialmente, mas basta encontrar um ponto de observação, focar em um grupo de homens ou mulheres para ver o comportamento deles. Beijam a rodo...três, quatro, cinco por noite.

O operador mecânico Cleiton Simões, de 21 anos, é um deles e contou que fica com até cinco por show. A dimensão do Parque “Fernando Costa”, segundo ele, ajuda. “Não dá para facilitar, mas se você tomar cuidado uma não vê a outra. Uso a tática de sempre abordar um grupo com mais de duas mulheres e, modéstia à parte, sempre me dou bem”, afirmou.

Mas essa certeza de que pode ficar com quem quiser é uma linha tênue e pode até afastar a mulherada. Para a estudante de direito Láisa Castro, 21 anos, o olhar antes da abordagem ainda é a melhor estratégia. “Esse pessoal superseguro quer chegar pegando, não tem tempo para conversar ou flertar. Não gosto assim, as mulheres, geralmente, não gostam”, disse.

O vendedor Diego Donizete conta que beija quatro mulheres em uma noite “boa”. Shows sertanejos, segundo ele, atraem mais mulheres e, quanto mais opção, melhor. “É a lei da selva e saímos à caça mesmo. Vale tudo nessa hora”, explica. Esse vale tudo, de acordo com nossas observações, é tudo mesmo: olhar, dançar, mentir no xaveco, agarrar...

Bom, acho que ficou claro como as coisas funcionam para os solteiros em uma grande festa. Se quiser (leia de novo, se quiser) ninguém vai embora sem beijar na boca. Há opções para todos os gostos, basta saber paquerar - ou fugir, dependendo da ocasião.

Mas, atenção: ser presa fácil pode amenizar a carência e trazer um pouco de diversão, mas pode te colocar em um ranking perigoso, o das periguetes que ficam com qualquer um, ou dos cafajestes, que não levam ninguém à sério. Mas se você não tiver problema com isso, está aberta a temporada de caça. O que não falta por aí é gente querendo beijar descompromissadamente. Beijinho, beijinho, tchau, tchau.

Colaborou: Patricia Paim

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