Incubadora gradua 10 empresas e abre seleção de novos projetos


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 Cerimônia ontem na Incubadora de Empresas: incubados realizam o sonho de se tornar empresários
Cerimônia ontem na Incubadora de Empresas: incubados realizam o sonho de se tornar empresários

A Incubadora de Empresas de Franca realizou ontem a graduação de 10 microempreendedores. Agora, mesmo na situação de não residentes, continuam ligados ao projeto e recebem apoio para o gerenciamento de seus negócios. A cerimônia aconteceu na sede da Incubadora. Com as vagas abertas, a Prefeitura recebe inscrições de candidatos a participar do projeto. 

A empresária recém-graduada, Ademilde Lima Fonseca, dona da Ademilde ME, se especializou na área de calçados e bolsas em couro, desde a modelagem até consultorias e treinamentos em outras empresas. “Durante este período aqui crescemos muito, nós começamos do nada, com apenas um cliente, e até hoje já atendemos 83 clientes. Nosso foco agora é o exterior, meu marido está no Equador e depois irá à Colômbia para dar treinamento na área de calçados.”

O site da empresa logo estará disponível em três idiomas: inglês e espanhol, além do português. Ela deixará as instalações do projeto, mas continuará ligada a ele. “Vamos continuar como não residentes e acredito que não vamos mudar muito depois que sairmos daqui da Incubadora. O sonho do meu marido é chegar até a Itália com a consultoria de empresas.”

Segundo Ademilde, no Equador existem cerca de 3 mil empresas de calçados e em muitas o trabalho ainda é artesanal e falta matéria-prima, que é enviada daqui para lá.

Kleber Roberto Morales, proprietário da Kleber Máquinas, afirma que o tempo como incubado foi fundamental para o seu desenvolvimento como empresário. Ele diz estar preparado para uma nova etapa em barracão próprio. “Agradeço muito a oportunidade da Incubadora de Empresas e estamos correndo atrás de um barracão que seja tão bem localizado como a Incubadora é, bem no meio da cidade.”

O economista da Secretaria de Desenvolvimento, Deyvid Alves da Silveira, disse que a solenidade de entrega de certificados aos graduados formaliza a capacidade adquirida nesses anos de trabalho por eles. Depois de um período com a parceria do Sebrae e hoje com a Cestari para auxiliar e gerir os incubados, ele acredita que a Incubadora se tornou uma ótima oportunidade para novas empresas iniciarem um projeto. “A estrutura já montada ajuda muito nisso e cada residente pode permanecer por dois anos conosco.”

Segundo Dayvid, as empresas graduadas não perdem o vínculo com o projeto ao sair das instalações, mas passam a ser um não residente com orientações da empresa gestora por um período de até mais dois anos. “A partir de agora daremos um prazo de 45 dias para que eles possam se instalar em outro local. Um lugar próprio será mais adequado para eles, sem as dificuldades de trabalhar apenas em horário comercial e podendo fazer horas extras e abrir aos finais de semana, isso é bom para eles também. Esse processo para se desvencilhar daqui chamamos de ‘sair do casulo’.”
 

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