“No último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se de pé e clamou: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (Jo 7:37)
O último dia
Chegamos agora à conclusão da mensagem desta semana. Vimos, no início do capítulo 4 de João, que os discípulos foram à cidade buscar alimento para o Senhor porque Ele estava com fome. Por outro lado, Ele também pediu água para a mulher samaritana porque tinha sede. Esses problemas foram resolvidos? Sim, foram resolvidos do lado do Senhor e do lado da mulher samaritana. Quando os discípulos voltaram com a comida, disseram: “Rabi, come!” Ele lhes disse: “Uma comida tenho para comer que vós não conheceis [...] A minha comida consiste em fazer a vontade Daquele que Me enviou, e terminai a Sua obra” (vs. 31-34). Para saciar nossa sede e nossa fome precisamos fazer a vontade de Deus. Nosso alimento aqui é uma questão do Espírito, não algo material. Quando temos o Espírito resolvemos nosso problema de fome e sede.
Como é resolvido o problema da fome? Fazendo a vontade do Pai. Suas palavras são espírito e o Espírito nos dá vida. Precisamos viver no espírito. O Senhor falou muitas coisas para Nicodemos, mas ele não entendeu e não acolheu. O Senhor disse: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, desobedece ao Filho não verá a vida” (v.36). O que não aceita o Senhor já está julgado, porque a serpente está em seu interior. Esta é a última mensagem desta série. Estamos no último dia, o grande dia da festa. No que diz respeito às festas é o último dia, mas quanto ao que é novo, é o começo. Agora temos um novo começo: “Quem crer em Mim, do seu interior fluirão rios de água viva”. Toda tradição passou.
Esse último dia da festa inclui muitas coisas. Os judeus deviam guardar três festas ao ano: páscoa, pentecostes e tabernáculos. A festa dos tabernáculos era a última delas. Ele estava falando do último dia de festa. A partir daquele dia já não haveria mais festas. Agora, na questão da festa da religião, da lei, chegou o fim. O Senhor Jesus veio, a lei passou. Nós precisamos ser iluminados e ver uma coisa: que no Antigo Testamento o homem viveu na carne e na alma. Nos primeiros dois mil anos da história da humanidade, o homem viveu na carne e no segundo período de dois mil anos, o homem viveu na alma. Agora chegou o último dia da festa dos judeus. Chegou o fim da velha aliança, os segundos dois mil anos passaram. O homem não deve mais viver na alma, onde deve viver, então? No espírito, pois Deus é Espírito e importa que seus adoradores O adorem em espírito e em verdade. Já chegou o último dia da festa. Agora adoramos em espírito e em realidade.
Cada primeiro dia da semana nos reunimos em memória do Senhor. O primeiro dia da semana tomou o lugar das festas. Agora desfrutamos o dia do Senhor. Alguns podem perguntar sobre as conferências realizadas na Estância Árvore da Vida (Sumaré-SP) e sobre as conferências regionais. Elas são as oportunidades em que Deus, por meio de Seus ministros, nos transmite palavras importantes relacionadas ao Seu mover atual e como devemos avançar nesse mover. Não é uma questão de adoração especial, mas é o momento para o Senhor falar com as igrejas. Para nós o dia mais importante é dia do Senhor. As coisas da alma passaram. Por que falamos que chegou o último dia de viver na alma? Porque na alma? Porque quem crer no Senhor, do seu interior fluirão rios de água viva. Não é questão de usar a mente para conhecer as verdades bíblicas, mas de praticá-las como Espírito e vida. Vocês precisam agora de quê? Que de seu interior fluam rios de água viva. Muitas vezes temos sede e muitas pessoas têm sede. Esses rios de água viva precisam fluir de nós. Nós que estamos na restauração do Senhor, não devemos mais cair na tradição. Não mais sejamos como Nicodemos, nem como a mulher samaritana em suas tradições. Tudo agora é novo! Vamos deixar a tradição de lado. O Senhor nos mostrou as coisas judiciais. Se não praticarmos o que é judicial isso não terá qualquer serventia para nós. Por isso João tomou o encargo e foi para Éfeso.
Em Éfeso ele viu muitas coisas boas. Tantas coisas judiciais que eles não praticavam, porque viviam na alma. Examinavam e discutiam as Escrituras. Eles pensavam que isso era suficiente. O Senhor lhes mostrou que não é questão de examinar e discutir, mas de ir a Ele (cf. Jo 5:39-40). Aqueles que vão ao Senhor, os que têm sede, não terão mais sede, porque do seu interior fluirão rios de água viva. Nos e escritos João vemos como praticar essas coisas: Voltando-nos ao espírito, e no espírito, desfrutamos da Palavra e do nome do Senhor: O Antigo Testamento, a velha aliança, as tradições já passaram. Agora é tudo novo! Esse Espírito que habita em nosso interior está se expandindo, enchendo nossa alma e todo nosso ser, e está transbordando. As pessoas ao nos olharem, veem pessoas embriagadas do Espírito. Do nosso interior fluem rios de água viva.
O último dia da festa é o grande dia. Por um lado, porque é o fim das coisas antigas e velhacas; a velha aliança, as festas, a lei, as ordenanças passaram. Tudo isso teve seu último dia. Por outro, há um novo começo. No novo começo, o Senhor levantou e exclamou: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em mim [...] do seu interior fluirão rios de água viva” (7:37-38).
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