A semana será movimentada para o Franca Basquete. Com a posse da nova diretoria marcada para a noite do próximo dia 31, no salão da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), o basquete de Franca está prestes a mudar seus rumos após 48 anos sob a batuta de Hélio Rubens Garcia. Mesmo tendo o mistério como tática, os novos dirigentes podem mesmo cumprir a promessa de promover mudanças significativas no clube. Para cumprir a ordem de dar ênfase aos jogadores jovens e com potencial, Aluisio Ferreira, o “Lula”, ex-técnico da seleção brasileira (substituiu Hélio Rubens Garcia e fracassou no objetivo de levá-la a Olimpíada), campeão paulista e nacional, deve ser contratado. Será dele a missão de levar adiante o plano de renovação descrito por Marco Calixto ao ser aclamado presidente.
O nome de Lula não foi divulgado oficialmente e nem será antes do dia 4 de junho, prometem os cartolas locais. Hoje, nem mesmo o diretor-técnico Edu Mineiro admite que ele será o novo treinador da equipe. No entanto, há fortes indícios de que tal contato já foi sacramentado. Lula, inclusive, teria definiu a lista de jogadores a serem dispensados pelo clube. E mais: nem William Drudi, nem Helinho devem ficar, pois a intenção seria trabalhar apenas com jovens em ascensão. O modelo a ser seguido é o trabalho desenvolvido em Ribeirão Preto quando Lula assumiu a equipe que teve origem no extinto Dharma Yara de Franca e deu espaço a Alex, Nezinho, Arthur e vários outros garotos, montando a base do time várias vezes campeão estadual e um tormento para os francanos.
A proximidade de Lula com os dirigentes de Franca foi sedimentada na época em que a LNB (Liga Nacional de Basquete) foi gerida e concretizada. Houve uma aproximação natural entre ele e Rubens Calixto, então representante do Franca Basquete nas conversações envolvendo os clubes nacionais. Nos anos que se seguiram, Lula tornou-se gerente do departamento técnico do LNB e Calixto, conselheiro.
Nas últimas semanas, a saída de Hélio Rubens Garcia do Franca Basquete, a eleição de Marco Calixto, a pressão por renovação do time local, a possibilidade de contar com Lula e a vontade dele em voltar a treinar um clube fizeram o contato ser algo absolutamente natural. Seu nome foi colocado em uma reunião realizada entre 11 conselheiros do Franca Basquete. Não houve unanimidade, mas a maioria dos presentes o aprovou. Assim, o contato teria sido finalizado.
Um projeto a longo prazo está para começar. Resta saber se haverá aceitação por parte dos torcedores locais, do patrocinador e dos jogadores que restarem o clube, haja vista que Lula sempre foi um rival ferrenho dos francanos. O certo é o fato de seu nome ser forte o bastante para promover uma revolução nas categorias de base do basquete de Franca e até atrair novos investidores. Quanto a Vivo, está tudo certo. Isto é a única novidade admitida por Edu Mineiro: o novo treinador será apresentado em uma cerimônia marcada para o dia 4 de junho, em São Paulo, sob a responsabilidade da empresa de telefonia e já com cinco ou seis novos atletas contratados. Lula já passou no primeiro teste.
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