Quando política é assunto de família


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Alguns políticos da região apostam nas sucessões familiares. Em São José da Bela Vista, o atual prefeito José Dito (PSDB) disputará as eleições com a petebista Célia Ferracioli, filha do ex-prefeito Wilson Ferracioli, que foi eleito em 2004, mas morreu em 2006, antes de términar seu mandato. Célia, que tem apenas 31 anos, enfrentará José Dito nas urnas pela segunda vez. “Sempre fui política. Acompanhava meu pai e meu tio (Belão, ex-prefeito de Restinga). Política é uma tradição na minha família”, disse ela.

A prima de Célia, Karina Ferracioli, não esconde a intenção de um dia ser prefeita de Restinga, cidade que o pai governou por três mandatos. “Agora não posso ser candidata porque o Zetão é meu tio. Só na próxima”, disse.

O parentesco também já foi algo em comum entre o atual prefeito de Rifaina, Hugo César Lourenço (PMDB), e um dos pré-candidato a sua sucessão, Danilo José Cintra Alves (PSDB). Hugo é avô do filho do pré-candidato. Ainda em Rifaina, um casal separado há 10 anos se une agora em uma aliança política: o vereador Gilmar Marques da Silva e a professora Sonia Margareth concorrerão, pelo PDT, aos cargos de prefeito e vice.

Para o cientista político Fernando Azevedo, a prática de continuidade familiar é mais comum no plano local do que no regional ou nacional. “Acontece em partidos que abrigam políticos que encaram a função pública como carreira profissional. É uma tentativa de ampliar a influência que se dá através do nexo familiar”, disse.
 

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