Comerciantes da Avenida Brasil festejam o retorno dos clientes


| Tempo de leitura: 2 min
Trecho da avenida Brasil que ainda mantém um canteiro central
Trecho da avenida Brasil que ainda mantém um canteiro central

Conseguir uma vaga para estacionar na avenida Brasil é uma tarefa cansativa e ao mesmo tempo reveladora. A falta de vaga reflete a pujância da via praticamente 100% comercial e que mais recentemente tem despertado a atenção das agências bancárias. Na avenida atualmente estão instalados quatro bancos e um quinto está em fase de conclusão de seu prédio para também abrir as portas na avenida.

Toda essa movimentação, segundo os comerciantes, está trazendo novo fôlego para a Brasil. O comerciante Adão Dorival Vinhola, conhecido como o “pai da construção”, está instalado na avenida há 20 anos e diz que nunca pensou em trocar o endereço de sua loja de materiais de construção, ainda mais atualmente com o crescimento de clientes. “A avenida está movimentada, tem mais fluxo. A abertura dos bancos foi muito boa. Ganhei mais clientes e também tempo na hora de fazer os serviços bancários.”

Sempre simpático, seu Adão conta que começou com uma loja pequena na avenida e foi crescendo com o tempo. Passou de 100 metros quadrados e quatro funcionários para uma área construída de 340 metros quadrados e 21 empregados. Por dia, calcula receber mais de 200 clientes. Diz que não tem o que reclamar da avenida, com exceção do asfalto que, segundo ele, está ruim e recebeu um recape mal feito. “Agora com esse sinal que abre em sequência igual a Ribeirão Preto ficou ainda melhor. Não tem congestionamento.”

Quem também só tem elogios para a avenida Brasil é o artista plástico e proprietário da loja católica Santo Amaro, Maurício Olímpio da Silva. Sua família se estabeleceu no local na década de 80 e ele acompanhou grande parte do desenvolvimento desse importante corredor comercial da cidade. Para ele, um dos acontecimentos marcantes foi a retirada dos ônibus coletivos da avenida. Na época, ele era presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Franca e defendeu a transferência dos circulares para as ruas paralelas.

“Quando os ônibus passavam pela avenida aconteciam muitos atropelamentos, que deixavam mortos e sequelas. Muita gente foi contra, o movimento de pedestres caiu, mas de um cinco anos para cá a Brasil tem ressurgido. Primeiro foram as grandes redes de supermercados e agora os bancos.”

EX-ROTA DE FUGA
Segundo estimativas da CDL, a via deve reunir mais de cem lojistas, sendo 36 deles associados ativos à entidade. “A avenida de primeiro era tida como rota de fuga e hoje é referência em comércio. Aqui não tem ponto comercial fechado e as antigas residências têm se transformado em construções modernas”, disse Maurício, que mudou sua loja da avenida Presidente Vargas para a Brasil há três anos e viu suas vendas dobrarem em seis meses.

“A avenida tem um comércio mesclado que oferece resposta rápida para o comerciante. Estava estagnado no outro endereço, vim para cá e tive retorno imediato.”
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários