‘As vítimas deste acidente são mártires’


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O desastre ocorrido há quatro anos foi tido como um divisor de águas. Um marco para acabar com a Curva da Morte. A dor causada pelas mortes e a intensa repercussão forçaram as autoridades locais cobrar providências do Estado. A pressão surtiu efeito e os pontilhões construídos reduziram quase a zero os acidentes. “As vítimas deste acidente são mártires. São anjos que estão protegendo os motoristas que por ali passam”, disse Cláudio Masson. Secretário de Turismo de Rifaina, ele perdeu o irmão e a cunhada no desastre. Cláudio espera que a condenação sirva de exemplo e que faça os maus motoristas refletirem. “Graças a Deus, a Justiça está sendo cumprida. Não temos raiva, nem ódio do motorista, mas esperamos que a pena seja cumprida do jeito que tem de ser.”

O sitiante Paulo Pinho sofreu um golpe ainda maior. Ele perdeu a filha, a irmã e o cunhado no acidente. A jovem Jaqueline, 24, ficaria noiva no dia seguinte. Ela estava vindo para Franca comprar roupas quando o caminhão atravessou o caminho da Kombi em que ela estava. “Preferia não ter recebido a notícia da condenação. Queria mesmo é que minha família estive aqui. Já que aconteceu o acidente, acho que o motorista tinha que pagar pelos erros. A Justiça foi feita.”

O motorista Valmir Borges não mora na região e não foi encontrado para comentar a decisão da Justiça. Em depoimento à polícia, no dia dos fatos, alegou que teria perdido o controle ao ser ultrapassado de maneira “arriscada” por um Gol.

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