A morte do taxista Sebastião Zeferino da Silva, 72, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), na noite se terça-feira, causou grande comoção na cidade de Patrocínio Paulista.
A vítima estava em serviço quando foi esfaqueada no pescoço. O acusado, um lavrador de 23 anos, levou sua carteira e fugiu. Sebastião ainda dirigiu até uma chácara antes de ser socorrido pelo tio do acusado, que não quis gravar entrevista, mas explicou que prestou socorro e encaminhou o motorista para a Santa Casa de Patrocínio.
Amigos do “senhor Tião”, como era conhecido pelos outros motoristas de táxi da cidade, também ficaram espantados com a violência do caso e contaram que não foi o primeiro assalto sofrido pela vítima. “Já tentaram assaltar ele outras vezes. Em uma delas um rapaz pediu uma corrida perto de uma chácara, bateu nele e tentou roubar. Ultimamente ele tinha medo de ficar morando no sítio, preferia ficar no Centro da cidade”, disse Mário Oswaldo de Lima, motorista de táxi há oito anos.
“O senhor Tião era uma pessoa muito boa, um colega de coração mesmo. Ele era um dos taxistas mais antigos daqui”, contou o também taxista Rui Rodrigues da Silva.
O principal ponto de táxi de Patrocínio Paulista fica em uma praça no Centro da cidade, mas a vítima foi atacada em uma região distante dali, a aproximadamente três quilômetros, em um área basicamente composta por propriedades rurais distantes umas das outras e com pouca iluminação.
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