Para grande parte das pessoas que vão à Expoagro, eles podem passar despercebidos. Até porque são bem discretos. Eles têm como principal função cuidar de algumas das principais “estrelas” da feira. São os responsáveis por transportar e também pelo trato dos bovinos e equinos que participam da exposição e julgamento durante a festa. Pessoas que passam meses fora de suas cidades natais em busca de sustento e melhores condições para suas famílias.
No meio deste grupo está Alexandre Donizete Firmino, 35. Morador em Piracicaba (SP), ele trabalha na Expoagro pela segunda vez. Junto com ele, vieram oito bovinos da raça nelore, os quais participaram do julgamento no último fim de semana. Acostumado a sempre viajar com um amigo que o ajuda com os animais, neste ano Firmino pegou a estrada sozinho. “Ele foi passar uns dias com a família. Por isso, desta vez, tive que vir só com o gado.” O zelador de animais percorre feiras há 15 anos e não pensa em fazer outra coisa. “Em média, são oito cidades por ano. Viajamos principalmente por São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.” Entre uma festa e outra tenta ir para casa para matar a saudade da família.
Para não sair de perto dos animais, Firmino dorme em uma barraca montada ao lado da baia das vacas. “É uma barraca especial que cabe um colchão. É apertada, mas é confortável. E o bom é que mesmo em dias frios, dentro dela fica quentinho”. Firmino também aproveitou a estrutura do parque para tomar banho. Só sai do “Fernando Costa” para fazer as refeições.
Sempre que possível, dá uma escapadinha para aproveitar os shows. Mas desta vez não deu. “Como vim sozinho tive que ficar o tempo todo perto dos animais.”
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