A Apae (Associação de Pais e Amigos do Excepcional) de Franca está em contagem regressiva para o 3º Leilão União de Forças - Quem doa mais?. O evento será realizado neste sábado na sede da entidade. São esperados 880 convidados para a festa. A diretoria está animada com mais essa edição e espera arrecadar no mínimo R$ 500 mil. O leiloeiro Adir Leonel acumula mais de 170 leilões beneficentes no currículo e sua experiência promete favorecer os arremates das prendas.
Uma equipe de mais de 200 voluntários está mobilizada na organização do leilão. A partir de hoje começarão a reunir os itens doados para montarem os lotes. Até ontem, a entidade havia ganho 120 peças, entre televisores, secadores de cabelo, adega, joias, bicicleta, eletrodomésticos, computadores e outros. Serão organizados 80 lotes e o leilão deverá durar entre quatro e cinco horas. “Temos recebido uma grande quantidade de prendas. Precisamos de arrematadores e esperamos que no dia do leilão tenhamos um grande público, um público animado e que queira fazer uma boa ação arrematando as prendas para a Apae, que tanto necessita de recursos para suprir as necessidades”, disse o vice-presidente Agenor Gado.
O evento está marcado para o meio-dia. O cardápio será servido pelo bufê Empório, as sobremesas pela Padaria Estrela e Perfetto Sorvetes. A decoração é de Renzo Covas. Os convidados terão serviços de manobrista. A estrutura para o leilão começou a ser montada no pátio de eventos da Apae no início da semana. Vinte e seis tendas de lona branca estão colocadas no recinto. Mesas, cadeiras, geladeiras, vasos e outros enfeites já estão sendo posicionados para receber os convidados.
Os convites continuam à venda até amanhã. A mesa com quatro lugares custa R$ 320 e com seis, R$ 480. Mais informações: (16) 3712-9734.
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TRANSFORMANDO
A Apae de Franca foi fundada há 42 anos e atende hoje mais de mil alunos de Franca e região. Os atendimentos nas áreas da saúde, educação e assistência social custam mais de meio milhão de reais por mês. O dinheiro arrecadado com o Leilão ajudará a manter os serviços prestados e investir em novas instalações, beneficiando pessoas como Cintia Aparecida de Oliveira, uma jovem de 21 anos.
Cintia estuda na Apae desde os 8 anos. Ela sofre de esclerose tuberosa, uma doença genética que provoca deficiência mental e aparecimento de bolhas, parecidas com verrugas, na pele, rins ou cérebro. A Apae fez Cintia voltar a sorrir. Ela estudava na pré-escola da rede pública, mas tinha dificuldades de acompanhar a turma e a mãe decidiu transferi-la para a escola especial da Apae.
Cintia estudou até a 4ª série na Apae e depois conseguiu ser transferida para a rede regular novamente. Com uma boa dose de esforço e superação, concluiu o ensino médio. Os planos agora é ter o diploma do ensino superior. Pedagogia e educação física estão entre as opções dela. “Estudar foi bem batalhado, mas consegui chegar lá. Agora preciso de coragem para fazer a faculdade.”
Com apoio da Apae, Cintia concluiu os estudos e atuou como estagiária na própria entidade e na biblioteca do Uni-Facef. A experiência a fez se sentir capaz como os outros ao seu redor. “Quando fui no Uni-Facef foi uma coisa muito diferente porque nunca tinha trabalhado. Eu tinha que acordar cedo como todo mundo, passar cartão de ponto, foi bom viver isso.”
Cintia frequenta a Apae duas vezes por semana para as aulas de dança e artesanato e praticar esportes. “Jogo de tudo: basquete, futebol, vôlei. Participo das competições representando a Apae e a gente costuma conquistar troféus. É muito bom.”
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