A ação de um assaltante movimentou várias equipes da Polícia Militar nas primeiras horas da manhã de sábado. O homem armado roubou duas padarias e invadiu a loja de conveniência do City Posto, mantendo duas funcionárias como reféns. Antes o criminoso chegou a apontar a arma para os policiais que atiraram contra ele. Nenhum disparo atingiu o acusado. Enquanto mantinha as vítimas em seu poder, o marginal ameaçou atirar contra elas, mas foi convencido a se entregar após alguns minutos de negociações com a polícia. O rapaz foi preso em flagrante. Ninguém se feriu.
A ocorrência teve início no complexo do Jardim Aeroporto, quando o sapateiro Bruno Henrique da Silva Neves, 23, saiu de sua casa para um arrastão de assaltos. A poucos quilômetros de sua residência, Neves, segundo a polícia, entrou numa padaria onde rendeu um funcionário exigindo o dinheiro do caixa. Armado com um revólver calibre 38, ele pegou o que queria do estabelecimento e fugiu em sua moto Titan de cor prata. Testemunhas disseram que o criminoso tomou rumo à rodovia Ronan Rocha.
A polícia patrulhava a zona Sul, quando foi informada que havia outro roubo em andamento. Um homem armado, com as mesmas características do acusado, estava ameaçando uma funcionária da Padaria Estrela, na avenida Major Nicácio. Bruno Henrique teria apontado o revólver em direção à vítima, pegado o dinheiro do caixa e fugido na moto de cor prata.
Soldados que estavam na região central rumaram para o local, onde receberam informações que o assaltante havia descido a avenida Major Nicácio, sentido ao Córrego dos Bagres. Não demorou muito para os policiais obterem nova informação do ataque que Bruno estava fazendo na loja de conveniência do City Posto, na avenida Hélio Palermo. “Recebemos informações do Copom (Centro Operacional da Polícia Militar) que o assaltante estava na loja do posto, ameaçando as vítimas e armado. Uma de nossas equipes chegou primeiro e se deparou com o assaltante dentro da loja, com o crime em andamento”, disse o tenente Jean Gustavo Cintra, da Polícia Militar.
Segundo a polícia, ao ver soldados na porta da loja, Bruno apontou a arma em direção aos funcionários. Os policiais chegaram a efetuar três tiros que atingiram a parede do estabelecimento e um detector antifurto do local. “Ele retornou para o interior da loja, onde pegou duas funcionárias, levou-as para uma sala e as manteve reféns. Ele ameaçava atirar. Foram momentos tensos onde negociamos sua entrega e a liberdade das vítimas”, disse o tenente.
As negociações com o assaltante duraram cerca de 30 minutos. De acordo com os policiais, ele demonstrava descontrole emocional e chegou a falar para o tenente Jean, negociador das reféns, que era sua primeira vez assaltando estabelecimentos. Depois de uma intensa conversa, Bruno concordou em soltar as vítimas. Assim que elas se afastaram, o assaltante apontou a arma para a própria cabeça. “Tive que agir com cuidado para imobilizá-lo e tomar o revólver de sua mão. Após ele ser contido, conseguimos algemá-lo. Tudo terminou sem feridos e com o acusado preso”, disse Jean.
Bruno Henrique da Silva Neves foi detido com um revólver calibre 32 - que não tinha munição. A polícia recuperou com ele o dinheiro roubado das padarias. Ele havia levado dos estabelecimentos R$ 1.040. Bruno já tinha passagens criminais por furto, receptação e direção perigosa. Ele foi levado para o plantão, onde ficou preso em flagrante e foi indiciado em mais três crimes: roubo, cárcere privado e porte ilegal de arma de fogo. Neves foi recolhido no CDP (Centro de Detenção Provisório) de Franca.
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