Dólar mais caro deve elevar exportação somente em 2013


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Linha de produção da Sapatoterapia. Empresa do setor calçadista não registrou queda nas exportações
Linha de produção da Sapatoterapia. Empresa do setor calçadista não registrou queda nas exportações

As sucessivas altas do dólar não devem influenciar as exportações dos calçados de Franca em curto prazo. “O dólar a R$ 2 sai do inviável para começar a ficar aceitável. Franca começa a entrar num nível de competitividade. Mas o resultado não é imediato. Se o dólar se mantiver em R$ 2, a previsão é que demore um ano para haver aumento no número de exportações”, disse diretor de marketing da Sândalo, Téti Brigagão.

No primeiro quadrimestre deste ano, houve queda de 20,8% nas exportações de calçados de Franca, quando comparadas com o mesmo período de 2011. De acordo com o Sindifranca (Sindicato da Indústria do Calçado de Franca) no ano passado foram exportados, de janeiro a abril, 964.588 pares de calçado. Este ano foram apenas 763.926.

Téti Brigagão confirma a queda. Ele aponta que em 2011 foi exportada 20% da produção da Sândalo. Este ano, a venda de calçados para outros países corresponde a 15% do que é produzido pela empresa.

O economista Hélio Braga Filho avalia o momento como instável. Ele diz que é difícil afirmar se as exportações locais serão atingidas de forma positiva, levando em conta a delicada situação na zona do euro, a lentidão na recuperação da economia norte-americana e indícios de que a economia da China se encontra em um processo de desaceleração. “Toda essa turbulência pode provocar reações diferentes ao ponto de os países procurarem exportar mais e importar menos. Mesmo com dólar nesse patamar (R$ 2), o problema agora é demanda e estabilidade macroeconômica.”

O presidente do Sindifranca, Luiz Carlos Brigagão, está otimista com a desvalorização do real frente ao dólar. “É uma luz no fundo do túnel. A posição do governo federal em relação ao dólar é positiva. Nós temos que exportar. Não podemos ficar apenas no mercado interno.”

EXCEÇÃO
A exportação para vários países possibilitou à Sapatoterapia manter o índice de vendas de calçados no mercado externo. Os produtos exportados representam 30% da produção da empresa, que negocia com 58 países. “A gente participa de várias feiras, as principais do mundo, sempre para conseguir clientes novos. Não tivemos queda”, destaca o diretor da Sapatoterapia, Leonildo Lopes Ferreira. Ele acredita que o aumento do dólar pode aumentar as exportações em médio e longo prazo.
 

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