Prefeitura abandona prédio comprado por R$ 1,7 milhão


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Comprado pelo município há um ano, esqueleto segue enfeando a entrada da cidade
Comprado pelo município há um ano, esqueleto segue enfeando a entrada da cidade

Medida duramente criticada pela oposição e por integrantes da base aliada, a desapropriação do prédio do esqueleto na entrada de Franca está completando o seu primeiro aniversário. A Prefeitura pagou R$ 1,7 milhão pelo prédio abandonado com a promessa de transformar o cartão postal negativo na nova sede da Secretaria da Educação. Um ano depois, nada foi feito. Nem uma pedra sequer foi movida. A administração culpa a burocracia. Pelo menos outros R$ 6 milhões serão gastos na reforma e adaptação do imóvel.

O prédio inacabado começou a ser construído na década de 1980 com o objetivo de ser um hotel. Tem cinco pavimentos, além de um estacionamento subterrâneo. A obra está parada há cerca de 15 anos.

O processo de desapropriação do esqueleto começou em abril do ano passado, quando foi celebrado um termo de acordo entre o proprietário e a Prefeitura. A transação custou R$ 1,7 milhão. Faltava o aval da Câmara para o negócio ser pago. Em junho, após sofrer duas derrotas em tentativas anteriores, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) conseguiu aprovar o projeto de lei que alterava o orçamento fiscal para poder concluir a desapropriação. Era o último passo para concretizar a compra do imóvel. As discussões foram tensas e se arrastaram por 3h45.

O tempo passou e nada mudou. O esqueleto segue imponente enfeando a entrada da cidade. Não há uma data prevista para o começo das obras de reforma. Wilson Teixeira, secretário de Urbanismo, pasta responsável pelo projeto, se recusou a atender o Comércio para dar explicações.

O prefeito Sidnei Rocha disse que a Prefeitura tem o dinheiro, mas que a burocracia está “amarrando” o início das obras. Uma concorrência pública foi aberta para a realização do projeto elétrico. “Não temos estrutura para fazer este tipo de serviço. Quando tem a licitação, é muito complicado. As empresas recorrem, entram na Justiça. A coisa não anda. Depois, teremos que licitar a reforma. Acredito que ainda vai demorar dois ou três meses.”

A Prefeitura pretende transformar o esqueleto na sede da Secretaria de Educação. Antes, o imóvel terá de passar por intervenções. O projeto inicial da obra previa a existência de três andares. Foram construídos cinco. É necessário reforçar os pilares e as fundações e recuperar a estrutura existente. Os serviços de correção na estrutura e o acabamento vão custar cerca de R$ 6,3 milhões.

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