O vendedor de calçados Diego Rafael Silva, 30, morador em Uberaba (MG) foi preso na manhã de ontem se passando por médico em Franca. Agentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) surpreenderam o acusado em um hotel na região central. No apartamento dele, os policiais encontraram roupas e aparelhos usados por profissionais de medicina. Além do material, foi apreendido um contrato de trabalho falsificado por Silva, ligando ele à instituição Santa Casa de Misericórdia de Franca. O acusado disse que se passava por um profissional de saúde para manter o “status”, mas negou que atendesse pacientes (leia entrevista de Silva nesta página). Ele foi preso em flagrante e recolhido no CDP de Franca.
No início da manhã de ontem, os investigadores Marcos Euclides e Renato César receberam denúncias de que um homem se passava por médico na cidade. Segundo apurado pela polícia, Diego Rafael Silva andaria com material usado para atendimento de pacientes. “Ele estava hospedado num hotel no Centro e falava que era profissional de saúde. Checamos seu nome e encontramos fotos do suspeito usando jaleco de médico numa página de relacionamento na internet. Ele se apresentava como médico nas rodas de amigos”, disse Euclides.
Com as pistas levantadas os investigadores rumaram para o hotel onde o falso médico estava hospedado. Na quarta-feira, uma funcionária do local disse que o suspeito poderia estar dormindo, pois havia dado plantão médico durante toda madrugada. “Deixamos uma intimação no hotel pois não queríamos incomodá-lo. Até então, era uma suspeita. Hoje (ontem) ele esteve nesta delegacia onde foi questionado sobre o assunto. Ele negou. Fomos ao apartamento dele e apreendemos mais material suspeito”, disse o investigador Renato César.
No local, os policiais encontraram dois jalecos bordados no nome “Dr. Diego Rafael Silva”, um carimbo com o nome do acusado e um número falso de registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) do Estado de Minas Gerais, uma maleta com aparelhos usados em consultas médicas (estetoscópio e aferidor de pressão arterial), dentre outros materiais que ligavam Silva à profissão médica. Segundo a polícia, o acusado também teria falsificado um documento para comprovar sua ligação com a Santa Casa. A assessoria de imprensa do hospital disse que a instituição cumpre rigoroso protocolo para a contratação de profissionais de saúde e nunca manteve nenhum contato com Silva.
O vendedor foi levado para a sede da DIG onde foi preso em flagrante pelos crimes de falsidade ideológica, falsificação de documento particular e exercício ilegal de profissão ou atividade.
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