Famílias temem por segurança


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Pais e avós foram surpreendidos por um recado nos portões do CCI (Centro de Convivência Infantil) Acalanto, no Jardim Aeroporto II, na manhã da última segunda-feira, quando chegaram para deixar as crianças na unidade. Na mensagem, a diretoria da creche comunicou que a unidade ficaria fechada durante a semana inteira, de 14 a 18 de maio, e que entraria em contato com todos os responsáveis para dar mais detalhes sobre a suspensão das atividades. O fechamento da creche prejudicou a rotina das famílias. Setenta crianças são atendidas na Acalanto.

Isabelle, de um ano e seis meses, está matriculada no local desde bebê. Permanece na unidade das 6h40 às 17 horas, todos os dias. Nesta semana precisou ficar com uma vizinha. Os pais dela trabalham em fábricas de sapatos. “Minha filha foi levar a Isabelle e encontrou o aviso na creche. Ela não sabia o que fazer e correu para a vizinha olhar minha netinha. Não ligaram para comunicar nada. Os boatos que a gente ouviu é que o rapaz ‘surtou’ e ameaçou as funcionárias da creche, dizendo que iria matá-las, por isso fecharam.”

Neusa e os familiares estão tensos com a situação. “A gente precisa do atendimento, nos ajuda bastante e de repente a gente fica sem por causa de uma pessoa só. Do meu ponto de vista deveriam entrar em contato com a família dele e tomar as devidas providências para a gente ficar tranquilo. Com essa pessoa solta, a gente não sabe o que pode acontecer”, disse ela.

Uma avó, que pediu para não ser identificada, disse que se preocupa também com a vida da neta de dois anos e nove meses que estuda na Acalanto. “A gente fica preocupada porque não sabe quais providências estão sendo tomadas. A gente precisa reunir todo mundo para ver o que pode ser feito.” Ela trabalha como auxiliar de enfermagem e não tem como cuidar da neta. Os pais da criança estão enfrentando transtornos nesta semana sem ter onde deixá-la enquanto trabalham. “Essa semana está sendo um transtorno. Um dia minha neta fica com um parente, no outro na vizinha, que vai cobrar para olhar ela.”
 

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