‘Motorista nunca pode achar’, diz mulher pedreiro morto em colisão


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A violência no trânsito de Franca não aumenta apenas as estatísticas, mas a dor de famílias inteiras. Marta Maria Paiana, 35, tem quatro filhos. Ela ficou viúva há um mês, depois que o marido morreu em um acidente de trânsito. Benedito Fernandes bateu com a moto que pilotava em um ônibus que transportava estudantes no Jardim Cambuí. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa.

Benedito tinha 44 anos, trabalhava como pedreiro e morava no City Petrópolis. “O trânsito de Franca está muito violento”, disse a viúva. Ela conta que 15 dias antes de morrer, o marido tinha sofrido outro acidente de trânsito. “O cara fechou ele, teve que frear e caiu. Não tinha sido grave, mas ele chegou em casa revoltado. Antes de morrer, ele já tinha vendido a moto. Iria entregar daí quatro dias, mas infelizmente não deu tempo”, lamenta.

Em depoimento à polícia, o motorista do ônibus disse ter visto o motociclista, mas achou que daria tempo passar pelo cruzamento. “Motorista nunca pode achar. Tem que ter certeza. Meu marido estava na mão dele e perdeu a vida por imprudência de outra pessoa”, desabafa a viúva.

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