A decisão do técnico Hélio Rubens Garcia em deixar o Franca Basquete após o encerramento de seu contrato pegou a todos de surpresa ontem. O anúncio repercutiu nacionalmente. Por telefone, alguns jogadores do elenco francano manifestaram tristeza pela decisão do treinador.
Capitão do time e filho do técnico, Helinho disse respeitar e apoiar a iniciativa do pai. “Como jogador, fico triste, mas respeito a decisão dele, pois é uma posição estritamente pessoal. Sendo ele meu pai, apoio tudo o que faz já que o admiro muito”, afirmou.
O armador Fernando Penna ressaltou a importância de Hélio Rubens em quadra. “Como francano, temos muito que agradecer, pois é uma pessoa incrível e vitoriosa. Com a sua saída, o clube perde seu mito”, disse. Outro atleta a manifestar surpresa foi o pivô Ricardo Probst. “Sabíamos dessa dúvida, mas a notícia surpreendeu. Ele ainda tem coisas a acrescentar ao basquete. Agora fica a dúvida de como vai ficar a situação sem o Hélio Rubens aqui em Franca”, indagou.
Presidente do clube Luís Carlos Teixeira revelou ter recebido com tranquilidade a notícia. Segundo Teixeira, Hélio Rubens havia comunicado há algum tempo sobre essa situação. “Ele doou a vida inteira ao basquete. Ao mesmo tempo que ficamos triste, por outro lado, fico feliz, pois ele tem projetos pessoais pela frente”, declarou.
Mesmo com sondagens de outros clubes, Hélio Rubens não descartou a possibilidade de não abandonar o esporte totalmente. Ele assumiria um novo caminho, desta vez como dirigente esportivo. Ex-jogador do Franca Basquete, Fernando Minucci acredita que se Hélio Rubens optar em trabalhar na coordenação de times profissionais seja basquete ou não, terá o mesmo sucesso que obteve ao longo da carreira como treinador. “É um cara vitorioso. A pessoa de maior representatividade do basquete de Franca. Pela experiência que tem no esporte, ajudaria se continuasse mesmo que fora das quadras”.
Atual diretor de Esportes de Alto Rendimento e ex-jogador, José Vargas, vê como normal a saída do treinador. “Depois dos resultados conseguidos na temporada, da reclamação da torcida, da dificuldade de atrair novos talentos, (sua saída) era uma definição normal e o mínimo que tinha que ser feito. Quero dizer que mesmo assim, o Hélio continua sendo o maior ícone do basquete francano”, reiterou Vargas.
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