Num dos quartos do Hospital Maternidade São Joaquim/Unimed Adélia Soares de Oliveira Carilo, 35, e Júnior Santos Carilo, 28, apresentam “seu príncipe”: Luiz Gustavo de Oliveira Carilo nasceu na quinta-feira, dia 10 de maio, às 9h50. É o primeiro filho do casal. A mãe de primeira viagem se emociona ao falar sobre a maternidade. “É um sentimento único. Só quem vive para saber. Não tem palavras. É um amor incondicional. A gente só consegue entender o significado dessa palavra quando se torna mãe.”
Por mês, nascem em Franca cerca de 450 bebês. Os partos são feitos na Santa Casa, Hospital Unimed e Hospital Regional. Não há estatísticas de quantas mulheres “estreiam” na maternidade por mês. Além de Adélia, a reportagem do Comércio ouviu mais duas “mães fresquinhas”, Carolina de Fátima Melo, 27 anos, e Daniele Cristina Alves, 18, que vão comemorar hoje seu primeiro Dia das Mães. Em comum, as três revelam um sonho comum à maioria das mães: que seus filhos tenham saúde e sejam felizes.
A auxiliar administrativo Adélia e o marido, representante comercial, estão simplesmente apaixonados pelo primogênito, Luiz Gustavo. No próximo dia 29, eles vão completar dois anos de casados. Eles tentaram engravidar durante um ano. “Ele é um bebê muito esperado. Antes de engravidarmos, fizemos todo acompanhamento, acho que por isso ele nasceu tão forte, saudável e calmo”, disse a mãe. Luiz Gustavo, para Adélia, também é obediente. “Conversei muito com ele para que, quando saísse da minha barriga, gritasse para eu não me assustar e saber que ele estava bem. E ele deu um grito muito alto quando nasceu.”
Adélia diz que o filho já sorri, sonha e reconhece sua voz. “Nasci para ser mãe. Só me senti completa a partir do momento em que engravidei. Nem enjôo tive, pude curtir a gravidez. Apesar das dores da cesárea, quando você olha para o filho, apaga tudo, tudo compensa...”
Adélia disse que espera proporcionar felicidade ao filho em pequenas atitudes. “A felicidade hoje em dia se encontra na simplicidade. O que eu puder fazer na vida para que ele seja uma criança feliz, vou fazer. Os pais hoje se preocupam muito em trabalhar para dar o melhor para o filho, mas às vezes se esquecem do básico, que é sentar com ele, conversar, dar carinho e atenção”, disse ela, que planeja ter mais filhos.
DOSE DUPLA
Os gêmeos Joaquim e Lara de Melo Leopoldino nasceriam no fim de junho, mas se precipitaram. A auxiliar administrativo Carolina, que se casaria em maio, precisou fazer um cesárea no sétimo mês de gestação. Os bebês deram o ar da graça no dia 1º e o mês de maio, que, para Carolina, seria o das noivas, se tornou o mês das mães.
“É o melhor presente porque sempre tive vontade de ser mãe e ganhar eles bem perto dessa data é muito bom. A única coisa triste é eles terem que ficar mais tempo no hospital.”
Joaquim foi o primeiro a nascer, às 9h10, com 1,675 quilos. Lara nasceu um minuto depois, com 1,625. Os dois mediram 40 centímetros. Eles precisam atingir pelo menos dois quilos para receber alta e estrear os bercinhos que os esperam na casa dos Leopoldinos. Atualmente, esse é o maior sonho da mãe. “Sou uma pessoa extremamente ansiosa e eles estão me ensinando a ficar mais tranquila, a ter mais paciência”, disse. Até que os bebês tenham alta, a mãe passa as tardes e noites no Hospital Unimed, onde eles estão internados.
A gravidez dos gêmeos não foi planejada. Carolina e o eletricista Antônio Leopoldino Neto, 29, programavam se casar neste ano e ela resolveu dar uma pausa no anticoncepcional. Nesse intervalo, a surpresa. “Foi um susto a gravidez, mas é muita alegria. Como nasceram prematuros, vivi uma mistura de tristeza, preocupação e felicidade, mas é tudo mágico. Ver aquelas duas criaturinhas, tão pequenininhas, uns chuchuzinhos, que foram geradas dentro de você e são totalmente dependentes é emocionante.”
APRESSADINHO
O nascimento de Kauê Gabriel Alves Oliveira estava previsto para acontecer nesta segunda-feira, 14. Mas, apressadinho, ele chegou antes e agora sua mãe, a jovem panfleteira Daniele Cristina Alves, 18, terá a oportunidade de comemorar seu primeiro Dia das Mães com o filho no colo.
A bolsa dela rompeu na quinta-feira, dia 10, e às 17h07 Kauê nasceu de cesariana. “Estamos bem. É bom ser mãe. Quero que meu filho fique sempre com saúde”, disse ela, com o bebê no colo, num dos quartos da Santa Casa.
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