Solução sobre 4 rodas


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PIONEIRISMO - O veículo Aris foi projetado pela fabricante Edra em parceria com a CPFL
PIONEIRISMO - O veículo Aris foi projetado pela fabricante Edra em parceria com a CPFL

Veículos movidos à energia elétrica, sem emissão de CO2 e sem geração de resíduos, estão sendo utilizados pela CPFL Paulista. O projeto, que busca soluções de mobilidade sustentável, inseriu na frota da empresa veículos elétricos - movidos a baterias -que não poluem o meio ambiente, já que não emitem gases que provocam o efeito estufa, nem contribuem para poluição sonora dos centros urbanos por não emitem ruídos.

Empenhada em pesquisas sustentáveis no setor automobilístico há 6 anos, a CPFL utiliza veículos elétricos nacionais e importados. A intenção da companhia é contribuir para popularização do uso desses carros em larga escala nas ruas brasileiras, reduzindo consideravelmente a emissão de CO2. Atualmente, a CPFL participa de três iniciativas no segmento, que possibilitarão desenvolver soluções viáveis para a realidade nacional. Em sua frota trabalha com um Palio Weekend elétrico (produzido pela Fiat), quatro unidades do Aris (fabricados pela Edra) e três TH!NK City (produzidos empresa norueguesa TH!NK).

O Aris é um pequeno utilitário elétrico, em formato de furgão, projetado pela fabricante Edra em parceria com a CPFL. Com autonomia de 150 quilômetros na recarga, pode trafegar a 80 quilômetros por hora, com capacidade de transportar 350 quilos e duas pessoas. Movido à bateria - recarregada em um eletroposto montado na sede da CPFL em Campinas -, o carro elétrico tem em sua composição mais de 90% de materiais recicláveis. De acordo com o diretor da Edra Automotores, Flávio Eduardo Lopes, o objetivo é transformar o Aris em um veículo 100% reciclável. No ano passado, a companhia esteve em Franca com o utilitário elétrico. Quem teve a oportunidade de fazer um test drive no veículo aprovou.

“Fiquei bem impressionado. É uma das alternativas de futuro da locomoção humana. Nós vamos ter que caminhar para essas energias renováveis até porque o pró-álcool, que foi tão combatido no Brasil quando surgiu na década de 70, hoje está aí como energia limpa, renovável, gerando emprego e riqueza”, destacou o secretário municipal de Finanças de Franca, Sebastião Ananias, em entrevista no início de fevereiro.

O coordenador do projeto de veículos elétricos da CPFL, engenheiro Marcelo Rodrigues Soares, explica que os benefícios para o meio ambiente são imediatos. “A gente pode destacar duas coisas interessantes. Uma é ausência de emissão de CO2 quando o veículo está andando - apesar de deixar bem claro que, quando você está com ele carregando na tomada, existe uma emissão de CO2. Devido à matriz energética do país ser muito baixa, em relação à emissão de CO2, você está emitindo com carro elétrico na hora da recarga menos de 10% do que emite um veículo à gasolina comum, que é 200 gramas de CO2 por quilômetro rodado. Outro ponto positivo do veículo elétrico é que ele não emite ruído, portanto, não contribui com a poluição sonora”, destaca.

COMPARATIVO
O engenheiro da CPFL afirma que os carros elétricos têm eficiência energética três vezes maior quando comparados aos que utilizam combustíveis tradicionais. Ele explica que um carro elétrico utilizado pela concessionária de energia percorre uma distância aproximada de 55 quilômetros com um litro equivalente, enquanto com gasolina seria possível percorrer apenas um terço dessa distância. “Isso mostra o nível de eficiência que o motor elétrico tem em relação ao motor à combustão”, afirma Rodrigues.

No entanto, ainda não existe nenhum veículo elétrico sendo produzido em escala industrial no país. Apenas alternativas importadas para passageiros que chegam a custar R$ 250 mil. Um veículo como o Aris, produzido no Brasil com componentes nacionais, custaria cerca de R$ 75 mil, de acordo com a Edra Automotores. A redução do valor só seria possível com a produção de 1.000 unidades por ano.

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