“Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse O deu a conhecer” (Jo 1:18).
A manifestação final e máximas do Deus triúno
A mensagem de hoje nos mostra que o Espírito é o que dá vida. O Espírito é a manifestação final e máxima do Deus Triúno. O Evangelho de João nos mostra que Deus tounou-se carne (1:14). Ninguém jamais viu a Deus, mas o Filho unigênito que está no seio do Pai O deu a conhecer (v. 18), e quem vê o Filho vê o Pai (12:45; 14:9). Ele é o próprio Deus e é Aquele que nos dá vida. Quando estava na terra, era a corporificação do Deus Triúno. Quem O via, via o Pai, porque como o Verbo que se tornou carne, o Senhor define, manifesta e expressa Deus. Contudo, em carne Ele não poderia estar para sempre com o homem, por isso Ele passou por outro processo: morreu na cruz, ressuscitou e se tornou o Espírito da realidade, o outro Consolador. Esse é o Cristo em carne que se transfigurou em ressurreição. Em carne Ele não poderia estar para sempre conosco, por isso precisava tornar-se o Espírito da realidade, sem a restrição do tempo e do espaço.
O Filho é o próprio Deus Triúno. Ele não somente é o Verbo que se tornou carne, tornando Deus concreto para nós, mas também morreu e ressuscitou e tornou-se o Espírito da realidade a fim de entrar em nós. Esse Espírito da realidade é a consumação final e máxima do Deus Triúno processado e pode dar-nos vida. Paulo nos diz em 1 Coríntios 15:45: ‘O último Adão tornou-se Espírito que dá vida’ (lit.). Esse é o encargo do Espírito Santo, é o encargo que o Espírito deu a João para registrar o propósito de Deus.
O objetivo de Deus era que Suas palavras fossem registradas para que as pratiquemos. Mas poucos são os filhos de Deus que as praticam. Geralmente o que fazem é analisar, estudar e pesquisar. Eles sabem que elas contêm vida, mas não querem ir ao Senhor para ganhar vida. É o que vemos em João 5:39-40: ‘Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que testificam de Mim. Contudo não quereis vir a Mim para terdes vida’. Na época em que João escreveu seu Evangelho, a maior parte dos cristãos vivia na alma. Podemos dizer que a maior parte dos cristãos hoje ainda vive na alma. Por isso, quando João foi servir a igreja em Éfeso, Deus o encarregou de algo especial. Deus não queria que ficassem no tradicionalismo.
Deus levantou Paulo, e deu-lhe muitas revelações e palavras a respeito da edificação da igreja. Paulo então escreveu catorze epístolas para mostrar a revelação de Deus, mas seu ministério foi recebido apenas no aspecto judicial, porque as pessoas o abandonaram e não praticavam também por causa da influência do judaísmo. Deus então permitiu que um general romano, Tito, destruísse Jerusalém e o templo no ano 70. Enquanto isso, Deus preparava uma pessoa para dispensar a palavra do ministério orgânico: João. Ele foi servir a igreja em Éfeso, assim que saiu do exílio, e viu que os santos ali o permaneciam anímicos. As verdades que receberam não lhes aproveitaram.
João viu a situação e ajudou-os a viver no espírito, pois de outra maneira não havia como libertá-los da tradição e da mente natural. Se não praticamos a palavra pelo Espírito, tudo que fazemos é analisar, pesquisar e examinar, e isso não traz benefício real aos santos. Mas a revelação que ele ganhou do Espírito é a de levar as pessoas a desfrutar o Espírito na Palavra. Ele sabia que só o Espírito dá vida.
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