Veneno para combater roedores deve ser o último recurso


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A Vigilância Ambiental recebeu 33 reclamações sobre invasão de ratos entre janeiro e março de 2012. O secretário-adjunto de Saúde, Fernando Baldochi, disse que em média dez queixas sobre esse tipo de animal são registradas por mês. O problema ocorre em toda a cidade, mas Cidade Nova e Centro são destaques por terem redes coletoras de esgoto mais antigas e abrigarem colônias maiores de ratos.

Os animais vivem onde encontram três condições básicas de sobrevivência: abrigo, alimento e água. O combate se dá com a não oferta desses itens. “O controle passa pelas fases de educação ambiental, da população, de diminuição da oferta de comida e aplicação criteriosa de veneno. Esse deve ser o último recurso.”

Baldochi alerta a população a não jogar lixo em terrenos baldios para não atrair os roedores, evitar deixar comida de cães e gatos, inclusive ração, exposta nas vasilhas. Deve-se colocar somente a quantidade que consomem no dia. “O alimento parado dia e noite inteiros atraem ratos.”

É preciso fazer uso criterioso de veneno porque pode ocorrer o “efeito rebote”. Segundo o secretário, as fêmeas possuem um mecanismo de defesa e, se sentem a colônia ameaçada, aumentam o ciclo de reprodução para preservar a espécie. Assim a colônia cresce ainda mais.

Sobre a infestação de ratos no Boa Vista, Baldochi disse que a região não teve destaque nas 33 queixas registradas sobre ratos neste ano. “Se for preciso, fazemos intervenção e limpamos os terrenos.”
 

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