Demografia brasileira


| Tempo de leitura: 2 min

O primeiro Censo Demográfico que realizamos foi em 1872, um estudo que recebeu o nome de Recenseamento da População do Império do Brasil. De lá para cá, continuamos averiguando as características de nossa população de forma constante, com algumas poucas lacunas nesses quase 150 anos de história.

Hoje em dia, após os resultados do Censo de 2010, percebemos ainda mais a força e a importância da demografia para o desenvolvimento de países e empresas. Com o crescimento exponencial experimentado pela humanidade no último século e com a diminuição das distâncias pelo desenvolvimento de modernas tecnologias de comunicação essa ciência se tornou fundamental para se compreender as dimensões, estatísticas, estrutura, distribuição e outras características das diversas populações humanas.

Ao se comparar os dados mais novos que vão surgindo com os antigos que foram compilados, torna-se possível perceber o sentido das mudanças que vão ocorrendo através do tempo, assim como as tendências que aos poucos vão se impondo.

Dentro desse contexto, empresas e governos já não podem preterir da demografia. Para as primeiras, esse conhecimento tornou-se importante para se pensar o lançamento de novos produtos, as inovações e as mudanças estratégicas em termos de objetivos e direcionamentos. Para os Estados, esse embasamento tornou-se imprescindível para se refletir sobre o futuro de suas respectivas sociedades. Com uma demanda cada vez maior por empregos e serviços públicos, ficou praticamente impossível pensar em políticas públicas sem entender as transformações que aos poucos vão impactando o todo social.

Dessa forma, os resultados do último Censo deveriam servir como fonte e inspiração para nossos empresários e nossas autoridades. Talvez, se olhassem com mais atenção para esses números, poderiam perceber neles o qualitativo que se inscreve em suas entrelinhas, para além das evidências quantitativas.

Características como envelhecimento da população, emigração e imigração, mortalidade infantil, nível de escolaridade, saneamento básico, migração de empregos para diversos setores, entre várias outras, deveriam ser o ponto de partida para se pensar o futuro. Se assim procedessem, nossas autoridades talvez não estivessem atualmente apuradas para atender à demanda por vagas em creches, nem tão sufocadas para conseguir resolver os problemas de saúde de toda a população. Com um planejamento antecipado, com base nesses números e nessas tendências, talvez não tivéssemos problemas com a falta de médicos nem com a falta de sinalização nas ruas dos novos bairros da cidade.

Em relação às empresas, se acompanhassem a demografia da cidade e do país, talvez também não estivessem atualmente ‘à caça’ de trabalhadores com experiência na indústria do calçado, algo que já foi pródigo nessa cidade.

De olho na demografia, com certeza autoridades e empresários poderiam orientar melhor suas estratégias e seus planos de trabalho.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários