Cinco farmácias francanas acusadas pelo Ministério Público Federal de fraudar o Programa Farmácia Popular do Brasil já devolveram aos cofres públicos mais de R$ 500 mil. Uma delas firmou acordo com o MPF no ano passado e quatro neste ano.
A investigação teve início no final de 2010, após denúncia feita pela Aprofran (Associação das Farmácias e Drogarias de Franca e Região), que desconfiava que alguns estabelecimentos estavam recebendo recursos do programa acima da média.
Além de devolver o dinheiro, as drogarias ainda ficaram impedidas de efetuar novo credenciamento no Farmácia Popular por um período de dois anos.
Entre as irregularidades apontadas pela investigação estão a falta de notas fiscais referentes a vendas dos medicamentos que estão na lista do programa federal; registros em notas de clientes que não reconheceram a compra e ainda número o uso de CPF de pessoas já falecidas.
O Ministério Público Federal deve, em breve, acionar judicialmente mais seis farmácias francanas. A previsão da Procuradoria é que o valor desviado apenas por estabelecimentos de Franca ultrapasse R$ 3 milhões.
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