O PMDB tem três nomes na disputa para concorrer à Prefeitura de Franca nas próximas eleições: Aírton Sandoval, Fábio Liporoni e João Rocha. Mesmo assim, pode desistir e simplesmente se coligar ao PSDB. Essa possibilidade de não lançar um candidato próprio está causando um racha no diretório municipal.
Os peemedebistas têm discursos completamente diferentes em relação ao assunto. João Rocha afirma que não aceita a composição com os tucanos. “O pré-candidato deveria ter sido indicado no dia 15 de abril. Todos os prazos que me pediram eu cedi, respeitei e não quebrei nenhum acordo. Agora, eu quero o anúncio do candidato. Aliás, da minha candidatura, porque eu não abro mão dela.”
Sandoval afirma que o partido está aberto para conversas, mas ainda não foi definido nada. “Não está descartada a possibilidade de o PMDB coligar com nenhum dos partidos que disputarão as eleições municipais em Franca.”
Liporoni, pré-candidato e presidente do diretório municipal, nega ter conversado sobre alianças. “Não conversei com ninguém e nem fui informado sobre isso. Se não houver acordo entre nós três, a decisão irá para as convenções partidárias.”
O pré-candidato tucano, Alexandre Ferreira, confirmou que o partido está conversando com os peemedebistas: “Se eles não forem lançar candidato próprio, há uma conversa importante e séria para compor conosco.”
Nos bastidores surge ainda um novo personagem no cenário político do PMDB: o delegado Marcelo Caleiro. O nome dele seria um dos favoritos para ser o vice dos tucanos. O delegado não descarta a possibilidade, mas afirma que ela “é bem remota”.
O resultado da última eleição municipal, em 2008, quando o partido fez parte da aliança que reelegeu o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) não anima muito os peemedebistas. Os tucanos fizeram três vereadores. Já o PMDB não conseguiu nenhuma cadeira na Câmara. João Rocha teme que a história se repita.
“Numa coligação dessas, a nossa chapa de vereadores fica tremendamente prejudicada porque pesa a questão do voto de legenda.”
O racha interno no PMDB de Franca vai na contramão das declarações do presidente estadual do partido, o deputado estadual Baleia Rossi. Em entrevista ao Comércio no final do mês de março, ele disse que o nome a ser indicado para disputar a Prefeitura de Franca sairia na base do diálogo. Na última sexta-feira, Baleia não foi encontrado para comentar o racha do partido e a possibilidade de coligação com os tucanos.
DEFINIDOS
Enquanto o PMDB não decide se lança ou não pré-candidato à Prefeitura, a lista de quem deve entrar na disputa da sucessão de Sidnei segue com cinco nomes. O PT foi o primeiro a anunciar o pré-candidato Gilson Pelizaro, em fevereiro. No mês seguinte, o PSB apresentou Marco Aurélio Ubiali e o PSDB lançou Alexandre Ferreira - que, antes, teve que vencer a prévia do partido, a única realizada na cidade até agora. Em abril, o PV anunciou o nome de Cassiano Pimentel. Dias depois, a delegada Graciela Ambrósio afirmou que será a representante do PP, embora a candidatura dela ainda não tenha sido lançada oficialmente.
Os partidos têm prazo até 30 de junho para realizar as convenções de indicação de seus candidatos.
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