Com dez anos de trabalho dedicados ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), a policial militar cabo Daniela Behundunhi acredita que a nova lei do trote irá ajudar a reduzir o número de ligações de mau gosto para o 190. Segundo ela, desde que a notícia passou a ser divulgada, a prática já diminuiu em Franca.
“Tinha criança que ligava com frequência. Começamos a falar que a mãe dela vai pagar multa de R$ 1 mil e muitas pararam de ligar.” Os policiais também fazem sermões e ameaçam enviar uma viatura para a casa da criança, se ela insistir em passar trote.
Publicada no “Diário Oficial do Estado” no último dia 17, a lei que passará a valer em julho prevê multa de R$ 1.239,35 para quem passar trotes nos telefones da polícia, dos bombeiros e do Samu. A multa, na verdade, será cobrada dos proprietários ou responsáveis pelas linhas telefônicas identificadas no trote.
“As crianças são as responsáveis pela maioria dos trotes, mas tem muito adulto que liga e coloca a criança para falar. Depois, quando retornamos a ligação, tem a coragem de dizer que não foram eles”, disse a policial.
Para Daniela, o número de trotes também diminuirá se houver consciência por parte dos pais e o assunto for discutido nas escolas.
“O horário de saída e entrada de alunos é o mais comum para a ocorrência de trote e também durante o período de férias escolares, devido ao fato de as crianças estarem em casa.”
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