Que culpa tenho eu de ter nascido branco e não negro ou índio? Que culpa posso ter por eles, negros e índios, terem sido massacrados, violentados, escravizados no passado? Acredito que cotas, isso sim, é a verdadeira forma de se fazer e praticar (discriminação). Cursei faculdades sempre com o meu dinheiro e muito suado, nunca pensei em cotas ou tive facilidades para pagar – e, na maioria das vezes, pagava vencida – mas venci. Por isso, digo: discriminação é o que fazem hoje, nos diferenciando uns dos outros! Negros, brancos, índios, mestiços; enfim todos nós, somos irmãos, somos brasileiros. Vamos deixar o passado só na lembrança de livros e vamos seguir juntos, por um ideal só, o de um Brasil soberano que tem um povo muito amável e solidário. Eu sou brasileiro e isso é que importa. (Leia ‘Diretor da Faculdade de Direito defende mudança na lei de cotas’ , aqui).
Delci Liberti
Franca - SP
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Palhaçada! Isso não resolve o problema de discriminação. Daqui a pouco os que tendem a discriminar irão discriminar estudantes de universidades públicas por serem negros e pobres. O que resolve é oportunidade a todos, escolas publicas de boa qualidade! Com isso vence quem tiver mérito por se esforçar e não privilegiar alguns por raça ou condição social. Isso é desculpa prá enganar bobo. O diploma de um negro ou pobre ficará carimbado com todas as suas facilidades! Quem emprega ou contrata saberá que tiveram facilidades e não competência intelectual.
Eduardo
Franca - SP
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A lei de cotas é um grande absurdo, principalmente se aplicada em Franca. De acordo com o IBGE a população local é composta por 75,8% de brancos, 4,6% de negros, 18,9% de pardos, 0,1% de indígenas e 0,1% de asiáticos. Como destinar 20% das vagas para aqueles que se dizem afrodescendentes se o montante total da cidade é inferior a 5% ? A realidade de Franca é totalmente diferente da realidade de Salvador ou Rio de Janeiro. O francano deve dizer ‘não’ a essa forma de racismo institucionalizada chamada de ‘cota’.
Renato
Franca - SP
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A mudança é latente e necessária. Parabenizo o Dr. (Euclides Celso) Berardo pela iniciativa. Cabe ressaltar que o STF poderia ter dado outra interpretação às cotas ao invés de, simplesmente, se posicionar pela constitucionalidade. A interpretação conforme possibilidade de se declarar lei constitucional e restringir sua interpretação de modo mais favorável à Constituição, poderia ter sido utilizada para aliar mérito e realidade sócioeconômica da população. A USP tem cotas, mas os candidatos ganham uma porcentagem sobre a nota final que conquistaram por seu próprio estudo e mérito. É, então, bonificação e não reserva de vagas. Infelizmente vejo que cotas ainda são um grande subterfúgio político para não haver melhora na qualidade do ensino básico que colocaria, em igualdade de condições, todos os brasileiros, independente de cor ou origem escolar.
Deny Eduardo
Franca - SP
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