Falência do futebol no Interior paulista?


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A tese, polêmica, é levantada pelo deputado estadual Vitor Sapienza (PPS)

Agente fiscal de rendas aposentado, tem base eleitoral na Capital, está em seu sexto mandato e preside na Assembleia Legislativa a Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação. É um observador da vida dos clubes de futebol de São Paulo. Ele vê indícios de uma crise sem volta no futebol interiorano. Diz ele: “Que profissionalismo é esse que os times duram apenas três meses? Que profissionalismo é esse que as equipes consideradas pequenas, outrora celeiro de craques, passam a comprar veteranos ou jogadores já formados, para compor os seus elencos? Que profissionalismo é esse de estádios vazios que obrigam os times a vender o seu mando de campo, com os olhos na torcida alheia, uma vez que não conseguem angariar público em suas cidades? Ou clubes que são obrigados a alugar estádios para espetáculos artísticos e religiosos?”.

Mapa
Sapienza cita alguns exemplos. “Guarulhos, com população superior a um milhão de pessoas, não tem um clube na divisão principal. Ribeirão Preto, com todo o seu poderio, por muita sorte conseguiu manter na Primeira Divisão um dos seus tradicionais times (Botafogo). Araraquara vive de recordações, quando a Ferroviária mostrou uma equipe inesquecível; Bauru, Presidente Prudente, Araçatuba, Rio Preto e tantas outras grandes cidades, apesar da pujança social e econômica, no futebol pouco têm para mostrar. Os tais grandes times, contam moedas para pagar as suas contas, e continuam no vermelho. E chamamos isso de futebol profissional”. Podemos incluir na lista do futebol em crise a região do ABC e cidades como Americana, Limeira, Piracicaba, São José dos Campos, Mogi das Cruzes, Osasco, Franca e outras.

Paralisação
Sintomas da falência, segundo Sapienza, é que após o término do campeonato, os times param as atividades à espera da próxima competição e acumulam prejuízos. “Os tais times pequenos morrem ou ficam à espera do campeonato do ano que vem. E ainda estamos iniciando o segundo trimestre. Essa é a realidade do futebol do Interior Paulista, que infelizmente se repete em todo o país. Realidade de um futebol que precisa ser repensado, ou perder o adjetivo profissional”.

Incompetência?
Finaliza o deputado: “Incompetência, arrogância, dirigentes despreparados, empresários desonestos, irresponsabilidade, imaturidade, Lei Pelé, falta de incentivos... As justificativas são muitas, mas a consequência é única e pode ser traduzida por uma palavra simples e bastante dolorida para quem viveu e conheceu de perto o nosso futebol, principalmente o interiorano: falência”.

Debate
Campinas é uma exceção nesse quadro, com a recente classificação de Ponte Preta e Guarani para a fase final do Campeonato Paulista. O tema certamente pode render muitas versões e opiniões como é de se esperar numa área apaixonante como o futebol. A coluna abre um debate a respeito e convida o leitor à participação. O que pode ser feito para resgatar a força do futebol do Interior Paulista? E-mails: wmarini@apj.inf.br

Informação e transparência
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) emitiu nota para esclarecer os gestores municipais sobre a diferença entre as leis da Transparência e da Informação - 131/2009 e 12.527/2011, respectivamente. Ambas as leis tratam dos direitos dos munícipes de saber o que está sendo feito com o dinheiro público. A Lei da Transparência é uma Lei Complementar que altera a redação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no que se refere à transparência da gestão fiscal. O texto inova e determina que sejam disponíveis, em tempo real, informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Já a Lei Federal 12.527/2011, a Lei da Informação, regula o acesso a informações e dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Regulariza o direito do cidadão em solicitar os documentos que tiver interesse sem justificar o pedido. A entidade lembra que a Lei da Informação entrará em vigor no dia 16 de maio e sua regulamentação caberá aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, por meio de regras específicas. A Lei da Transparência determina que municípios com até 50 mil habitantes têm até maio de 2013 para publicarem as contas públicas em seus sites.

Formação política
O Instituto do Legislativo Paulista (ILP), da Assembleia Legislativa do Estado, anunciou a formação da primeira turma do curso de Formação Política e Governo para pré-candidatos às eleições municipais de 2012. Ao todo, participaram cerca de 120 candidatos, assessores e jornalistas de várias cidades do estado. Foram 12 aulas sobre os princípios gerais da política; aspectos gerais das eleições municipais; e os aspectos centrais da realidade administrativa municipal.

Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br

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