Alimento diário


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Leitura da Bíblia

‘Entretanto, mesmo que seja eu oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me e, com todos vós, me congratulo’ (Fp 2:17)

Derramar-se pelos irmãos

Segunda Timóteo 4:2 fala de pregar a palavra e instar, quer seja oportuno quer não. O versículo 3 fala de pessoas, inclusive santos que estão na igreja, que têm coceiras nos ouvidos. Gostam de ouvir palavras que não são ensinamentos saudáveis e cercam-se de mestres. Tais mestres não estão preocupados em dispensar a fé no espírito das pessoas. Antes, vivem na alma e acham que a Bíblia tem de ser interpretada da maneira deles. E nós, como devemos interpretar a Bíblia? Devemos ser como Timóteo, que desde a infância sabia as sagradas letras e também seguia Paulo de perto, seguindo o ensinamento da economia neotestamentária de Deus (3:10, 14-15). Devemos depositar em nós a palavra soprada por Deus para que ela habite ricamente em nós. Com essa mesma palavra interpretamos a Bíblia.
Em 4:5 lemos: ‘Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério’. Não interessa se a nossa idade é mais avançada ou não, já temos o Espírito e devemos pregar a palavra, quer seja oportuno, quer não, e cumprir cabalmente o nosso ministério. Esse é principalmente o ministério da palavra.
No versículo 6 Paulo diz: ‘Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado’. A libação era uma oferta adicional de vinho derramado sobre as demais ofertas (Nm 15:1-10; 28:7-10). As ofertas do Antigo Testamento eram queimadas até tornar-se cinzas. Elas prefiguram Cristo, como Aquele que é absoluto por Deus. As cinzas simbolizam a total santificação e justificação. As cinza são limpas e santas; nelas não há impurezas, pois toda impureza foi queimada. Por isso Deus aceita as ofertas. Uma vez queimada a oferta, a fumaça subia a Deus como aroma agradável e O satisfazia. A libação era uma oferta adicional: jogava-se vinho sobre o sacrifício.
Paulo é o nosso modelo de libação. Devemos igualmente derramar-nos pelos outros. Quando os irmãos carecem do exercício e liberação do espírito e não conseguem queimar e fazer subir a fumaça para agradar ao Senhor, devemos tomar o nosso vinho, isto é, o que é nosso direito de desfrutar, e derramar sobre a oferta deles para levantar o fogo e a fumaça subir como aroma agradável a Deus.
A base disso é o amor. Não devemos pensar somente em nós, que um dia reinaremos com o Senhor. Mas o Senhor também nos incumbiu de cuidar dos irmãos. Se eles têm carências, temos de ajudá-los para que sejam agradáveis a Deus. Aquilo que temos o direito de desfrutar sacrifiquemos em favor deles, derramando-nos sobre eles, para que também sejam agradáveis a Deus. Devemos tomar Paulo como nosso modelo. Libação nesse aspecto é martírio. Paulo disse: ‘O tempo da minha partida é chegado’. Ele se referia ao seu martírio que seria em breve.
Em Filipenses 2:14-16 vemos que Paulo corria e se esforçava pelos irmãos, para que fossem vencedores. Por isso no versículo 17 ele fala de ser oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da fé dos santos. Ele estava para ser martirizado, mas não estava triste; antes, estava alegre, porque podia ajudá-los a crescer em vida.

Palavra-chave: Libação

Pergunta: Que é libação e qual a sua aplicação na vida da igreja?

Igreja em Franca - Rua Carmen Irene Batista, 2.667
Telefones: (16) 3402-1726 e 9245-5701

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