A chegada de uma frente fria à cidade fez o setor comercial francano tirar o verão das vitrines. A aposta agora é na venda de roupas de frio. São confecções mais pesadas, como casacos, moletons e jaquetas, e de cobertores, mantas e edredons. A previsão do tempo anima os lojistas, já que as baixas temperaturas devem continuar por todo o fim de semana prolongado (leia texto nesta página).
Para conferir o ânimo dos comerciantes, basta dar uma volta pelo Centro ou pelos shoppings para ver que o cenário mudou. As roupas de frio dominam das vitrines. Para os lojistas, a chegada antecipada do inverno aumenta os lucros pela diferença no valor das peças. “É uma conta muito simples. A diferença média de uma blusinha típica de verão para uma jaqueta é de, no mínimo, 50%. E é assim que funciona. Quem vinha aqui para comprar uma peça menor, agora sai com uma jaqueta”, disse Maíra Guerra, gerente de uma loja do Franca Shopping.
Os preparativos para a troca dos modelos começaram há três semanas. “Acredito que cerca de 80% do estoque atualmente já é voltado para o inverno. E as pessoas já estão comprando, pois é assim que funciona. É só a temperatura ameaçar cair que o povo vai às compras para pegar os melhores modelos”, disse Willian Alves dos Santos, gerente de uma loja do Centro.
Segundo alguns lojistas, o volume de venda é maior no verão, porém o preço mais alto das roupas de frio torna esta época do ano mais lucrativa. “No verão tudo é mais colorido, mas realmente o lucro é maior no inverno, apesar do movimento no verão ser mais intenso. Isso porque as pessoas compram mais peças que são mais baratas. Já no inverno, essas mesmas pessoas compram somente uma blusa ou uma jaqueta e passam todo o tempo com elas”, disse o comerciante José de Andrade Ribeiro, que estima um crescimento de 10% nos lucros com a chegada do frio.
Além das baixas temperaturas, o setor comercial conta com a ajuda do Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio, para alavancar as vendas. Segundo a superintendente do Franca Shopping, Vanessa Nery, os lojistas esperam que os negócios cresçam 8% em relação ao ano passado.
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