O delinquente


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Eu nasci
no escuro
da escória
da tua sociedade.

Cresci no gueto
execrável
do teu processo
civilizatório.

Cursei a escola
desajustada
da quase-vida
no que me sobrou
do teu mundo.

Me saciei das migalhas
desperdiçadas
da tua mesa soberba.


Me vendi
barato demais.
Para enfim morrer
mordendo teu calcanhar.
 

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