Sustentabilidade


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Até há poucos anos desconhecida em relação ao seu significado e palavra até difícil de ser pronunciada, a sustentabilidade é cada vez mais tema recorrente na mídia, nas escolas e nas organizações

Em alguns segmentos, já se popularizou. Muito além de mero modismo, a força da expressão denota a atualidade da conscientização sobre os cuidados com os recursos naturais enquanto é tempo. Sustentabilidade, por exemplo, será o tema principal da 78ª edição da Exposição Internacional das Raças Zebuínas (ExpoZebu), programada para os dias 28 de abril a 10 de maio, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), organizadora da exposição, divulgará o posicionamento e o compromisso do setor perante as exigências globais referentes à produção de alimento de forma segura e sustentável. Segundo a entidade, é possível dobrar a produção de carne em um período de 20 anos sem aumentar a área destinada ao gado.

O Instituto Ethos, por sua vez, promoverá em São Paulo nesta quinta-feira a conferência “A empresa e a nova economia: O que muda com a Rio+20?”. O objetivo é aquecer o debate sobre a Rio+2012 e os impactos do evento na vida das pessoas e das empresas. A adoção de um modelo de desenvolvimento que fortaleça o capital natural, o capital social e o investimento produtivo focado na erradicação da pobreza e no equilíbrio ambiental pode se apresentar como saída para a crise financeira que afeta o mundo atualmente, dizem os organizadores do Ethos.

Drogas
Levantamento do governo estadual no Hospital Leonor Mendes de Barros, em Campos do Jordão, mostra a relação direta entre a tuberculose e o uso de drogas. A unidade, que pertence à secretaria estadual de Saúde e é especializada no tratamento da doença, fez questionário com perguntas sobre hábitos e sintomas ligados ao uso da droga. O relatório final conclui que os pacientes atendidos com tuberculose tinham histórico de uso de crack. Para o coordenador de Saúde Mental do órgão, Sérgio Tamai, o estudo expõe uma nova e preocupante realidade ligada às consequências do uso de crack. “A dependência expõe o usuário a outras doenças graves, que podem matá-lo”, disse. Além de o dependente ser mais suscetível à tuberculose por se alimentar mal e ter hábitos pouco saudáveis, ele não dá continuidade ao tratamento. As constantes interrupções nos tratamentos podem expor futuramente outros pacientes com baixa imunidade, como transplantados, a gerações de bactérias super-resistentes.

Compulsório
O deputado estadual Orlando Bolçone (PSB) defende que a criação de abrigos de internação compulsória em casos de extrema dependência do crack, a exemplo do Rio, sejam debatidos na Assembleia. Ele considera o crack “o maior problema de saúde pública do País”.

Gripe
De 5 a 25 de maio será realizada em todo o país a campanha de vacinação contra a gripe. A dose vai proteger também contra a influenza A (H1N1) – também conhecida como gripe suína. Idosos a partir de 60 anos, crianças entre seis meses e dois anos, grávidas em qualquer período da gestação, povos indígenas e trabalhadores de Saúde devem tomar a vacina. Ao todo, 65 mil postos e 240 mil profissionais de saúde vão distribuir as doses. A data de 5 de maio será o dia de mobilização nacional, em que os postos de saúde funcionarão das 8h às 17h. Em 2011, 25,1 milhões de pessoas foram vacinadas. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1 e queda de 44% nos casos graves da doença.

Pessoas desaparecidas
A Assembleia Legislativa voltará a discutir o projeto de lei que cria a Política Estadual de Busca a Pessoas Desaparecidas. A proposta recebeu veto do governador Geraldo Alckmin, mas volta ao plenário com parecer favorável ao projeto pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação e contrário ao veto. O documento refuta a afirmação do governador de que o Estado já possui uma política para atender o problema.

Olho na etiqueta
Projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Adilson Rossi (PSB) obriga estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços a disporem as etiquetas, preços, informações e demais referências aos produtos de forma visível, com letras de fácil leitura por idosos ou pessoas que tenham a visão prejudicada por alguma deficiência. A penalidade pelo descumprimento da norma será a multa prevista no Código de Defesa do Consumidor. Na justificativa, Rossi argumenta que os consumidores idosos e deficientes visuais enfrentam dificuldades nos estabelecimentos de comércio ou de serviços quando precisam ler as etiquetas de preços, informações e outras referências aos produtos comercializados.

Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br

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