Bancas de pesponto ficam disputadas por indústrias


| Tempo de leitura: 1 min

O empresário Jaime Borges, proprietário da Stefanello Calçados, tem possibilidade de ampliar a produção diária para até mil pares de sapatos, mas parou nos 700 por falta de mão de obra. “Estou tentando contratar cortador, pespontador e coladeira de peças desde janeiro e não consigo preencher o quadro. Muitos candidatos não têm preparo para a função. Travei minha produção.”

Segundo Jaime, 80% do pesponto é feito na fábrica, mas para tentar ampliar o volume fabricado diariamente, a empresa procurou bancas de pesponto externas, porém, estavam lotadas e não aceitaram o serviço. “É época de produção de botas, que consomem mais tempo. Enquanto se faz três pares de calçados masculinos, se faz um de botas, por isso as bancas estão com muito serviço”, disse Jaime.

A Calçados Mariner enfrenta o mesmo problema na parte de pesponto e resolveu montar uma equipe com 30 funcionários para trabalhar no novo setor - de pesponto - que está sendo aberto dentro da empresa. Ainda há dez vagas para serem preenchidas.

Por causa das dificuldades para contratar bancas de pesponto, a Mariner decidiu realizar essa etapa da produção dentro da própria fábrica. A princípio, dos cinco mil pares de sapatos confeccionados por dia, 500 deverão ser pespontados na indústria. “Estamos com muitas dificuldades para contratar bancas de pesponto. Elas estão lotadas de serviço e outras fecharam porque os donos preferiram investir em outros setores, como o de lingerie”, disse Moacir de Oliveira, gerente de produção.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários