A Polícia Militar só faz o registro das mortes que acontecem no local do acidente. Foram sete no ano passado e uma neste ano. “São mortes que, em sua maioria, poderiam ter sido evitadas com respeito à sinalização e às regras de trânsito tanto por parte dos motoristas quanto por parte dos pedestres”, disse o sargento Passeti.
O levantamento abrange as ocorrências apenas até o mês de março. Em abril, os acidentes continuaram. O mais recente aconteceu na noite de quinta-feira. O pedreiro Maurício José dos Santos, 44, morreu depois de ser atingido pela moto pilotada pelo balconista Zaqueu Andrade Silva, 20, morador no City Petrópolis. A vítima havia saído de sua casa na Santa Terezinha e atravessava a avenida William Azzuz para ir até a casa da sogra, na Vila Gosuen. Após o acidente, moradores interditaram a via para protestar e pedir a instalação de um semáforo. O secretário municipal de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, disse já estuda o caso.
Outro caso deste mês ocorreu por volta das 20h30 do último dia 11. A vendedora Valéria Daiane da Silva, 24, e sua mãe, a sapateira Fátima Aparecida da Silva, 57, moradoras da Vila Imperador, saíram para fazer compras no supermercado Savegnago da avenida José da Silva. Mãe e filha sofreram escoriações.
Segundo Valéria, elas tentavam cruzar a avenida pela faixa de pedestre quando uma moto ultrapassou o sinal vermelho e as atropelou. A mulher que pilotava a moto e o garupa também tiveram que ser atendidos no Pronto-Socorro Dr. Janjão.
Passado o susto, Valéria diz que ainda sente dores pelo corpo, principalmente na perna direita e no pescoço. A mãe dela sofre ao lembrar da cena que por pouco não virou uma tragédia. “A motoqueira errou ao passar o sinal vermelho em alta velocidade. Graças a Deus, dos males o menos pior. Estamos machucadas, porém vivas”, disse a moça.
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